BRASÍLIA

Varejo restrito recua, mas ampliado avança e DF fica á frente da média nacional

16 de setembro, 2026 | Por: Redação

Apesar da queda mensal, o comércio brasiliense continua acumulando resultados mais positivos que o conjunto do país

O comércio do Distrito Federal apresentou resultados distintos em julho de 2026, com recuo no varejo restrito e avanço no varejo ampliado, mas manteve desempenho superior à média nacional nas principais comparações de médio prazo. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas do varejo do DF caiu 0,3% em relação a junho, na série com ajuste sazonal. No Brasil, a retração foi maior, de 0,8%.

Apesar da queda mensal, o comércio brasiliense continua acumulando resultados mais positivos que o conjunto do país. Na comparação com julho de 2025, as vendas do varejo cresceram 6,6% no Distrito Federal, ante 1,2% no Brasil. De janeiro a julho, a expansão chega a 7,6% no DF, mais de quatro vezes a alta nacional de 1,8%. Em 12 meses, o avanço é de 6,0%, frente a 1,6% no país.

No varejo ampliado, que inclui também veículos e motocicletas, material de construção e atacado especializado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o movimento foi de alta. As vendas cresceram 2,8% no DF em julho frente a junho, contra avanço de 0,4% no Brasil. Com o resultado, o Distrito Federal registrou a segunda maior expansão mensal entre as unidades da Federação, atrás apenas de Mato Grosso do Sul, com 3,6%.

Para o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, os números mostram que o comércio local mantém capacidade de crescimento, apesar das oscilações no curto prazo. “O varejo teve uma retração no mês, mas, quando ampliamos a análise, vemos um crescimento de 7,6% no ano, muito acima da média nacional. O avanço de 2,8% do varejo ampliado em julho também demonstra a força do mercado do DF, lastreado no nível de emprego e renda característicos do funcionalismo público no DF”, pontuou.

Aparecido também listou os desafios. “Enfrentamos um cenário de juros elevados, alto endividamento das famílias e medidas que afetam a competitividade do varejo brasileiro. Entre elas, mudanças na tributação das compras internacionais, que podem ampliar a concorrência desigual com as empresas nacionais e reduzir investimentos no país. Temos ainda as discussões sobre o fim da escala 6×1, que afeta de forma desigual diferentes setores do comércio e precisa ser discutido com mais profundidade, e não a toque de caixa no período eleitoral. Tudo isso impacta no desempenho do comércio nacional e local”, avalia.

Também nas comparações de prazo mais longo, o varejo ampliado do DF permanece à frente do resultado nacional. Em relação a julho de 2025, houve crescimento de 7,5%, diante de 1,8% no país. No acumulado de janeiro a julho, a expansão distrital alcança 7,3%, contra 1,9% no Brasil. Em 12 meses, as taxas são de 4,7% e 1,2%, respectivamente. Na comparação interanual, o DF também apresentou uma das maiores altas do país, novamente atrás apenas de Mato Grosso do Sul.

Crescimento anual

A expansão do varejo também aparece disseminada entre os segmentos. Das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, seis registraram crescimento no Distrito Federal em relação a julho de 2025.

O maior avanço ocorreu em outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 24,4%, seguido por equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com 15,6%. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceram 8,4%, enquanto artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos avançaram 6,6%.

Também tiveram resultado positivo móveis e eletrodomésticos, com alta de 6,0%, e livros, jornais, revistas e papelaria, com 3,1%. Na direção contrária, tecidos, vestuário e calçados recuaram 4,9%, e combustíveis e lubrificantes registraram queda de 3,8%.

A receita nominal de vendas também manteve trajetória positiva. No varejo do Distrito Federal, houve alta de 0,1% em julho frente a junho e crescimento de 10,5% na comparação com julho de 2025. No acumulado do ano, a receita avança 10,2%.

A Pesquisa Mensal de Comércio acompanha a evolução do volume e da receita nominal de vendas do comércio varejista e do comércio varejista ampliado no país e nas unidades da Federação.

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