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Jornalista percorreu Marrocos, Portugal e Espanha para o ‘Globo Repórter’ e conta o que mais o surpreendeu; de quebra, ainda entrega para quem está torcendo na final do próximo domingo
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Repórter sempre corre atrás da notícia. Com mais de 40 anos de carreira, William Bonner foi a campo chegando até antes dela. No “Globo repórter’’, o jornalista que por tanto tempo ocupou a bancada do “Jornal Nacional” visitou os três países que receberão a Copa do Mundo de 2030! A primeira parada, exibida no programa de hoje, é o Marrocos. Depois ele emenda Portugal e Espanha, num total de três episódios. A viagem marcou um reencontro com um jeito diferente de fazer jornalismo.
Acostumado à urgência do telejornalismo diário, Bonner descobriu o prazer de construir uma reportagem com outro ritmo.
— Eu entrei na TV já como apresentador e aprendi edição. Reportagem eu fiz em diversas situações especiais, às vezes coberturas de tragédias, às vezes eventos de grande importância política no Brasil e no exterior. Mas, naquelas ocasiões, elas eram exibidas no mesmo dia em que tinham sido editadas. Já o “Globo repórter” permite um respiro muito maior. São reportagens que têm um outro timing — compara o jornalista, entusiasmado pela novidade: — É muito prazeroso porque isso me proporcionou uma nova experiência profissional. Fazer a reportagem olho no olho com os entrevistados, escolher a forma de contar a história e ainda fazer isso com um tempo mais elástico é mais confortável.
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Nem por isso a rotina de viagem deixou de ser agitada.
— Foram 20 dias, gravando em oito cidades dos três países, numa equipe de cinco pessoas. A rotina de trabalho é muito intensa, porque o ideal é que a gente maximize o aproveitamento das horas do dia. Tudo isso era novo para mim, mas não era novo para nenhum deles, o que me ajudou demais nessa minha primeira experiência para o “Globo repórter” no exterior.
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A viagem pretende mostrar não apenas os cenários do próximo Mundial, mas as conexões históricas e culturais entre os três países.
No Marrocos, Bonner encontrou um país de contrastes.
— Nunca tinha ido ao Marrocos. Lá tem alguns cantos em que as tradições estão muito preservadas. Uma medina como a de Fez, por exemplo, que é enorme, tem milhares de ruas, centenas de mesquitas dentro — conta, emendando: — Ao mesmo tempo, o país tem uma cidade como Casablanca ou como Tanger, que são cosmopolitas, com traços mais modernos. Essas coisas convivem, e eu achei isso bem interessante.
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Viva na memória afetiva dos brasileiros, a novela “O clone’’ não foi esquecida nessa aventura:
— Eles têm muito orgulho do sucesso que “O clone” (2001) fez no mundo inteiro. Pude passar por um local dentro da Medina de Fez onde houve gravações da novela. O guia que nos atendeu, Samir, nos chamou a atenção para isso. Os marroquinos gostam muito do Brasil, e o futebol é um vetor dessa aproximação afetiva deles. Mas já estou habituado a esse clima. Muitos africanos que falam português costumam me reconhecer quando eu estou fora do Brasil. Em Portugal também, sempre há um respeito pelo trabalho que a gente tem no jornalismo.
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Mais do que mostrar os estádios e as cidades que receberão a Copa de 2030, Bonner e a equipe foram atrás das conexões históricas que unem Portugal, Espanha e Marrocos.
A escolha dos três países-sede, que pode parecer curiosa para alguns brasileiros, ganha outro sentido quando se olha para a história. O jornalista destaca, principalmente, a influência dos povos mouros, que permaneceram séculos na Península Ibérica e deixaram marcas na arquitetura, na culinária e até no vocabulário.
— Nós visitamos os três países para mostrar para as pessoas que a escolha deles faz sentido”, enfatiza.
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Segundo Bonner, a aproximação entre o norte da África e a Europa está presente em diversas regiões visitadas.
— O Algarve em Portugal e a Andaluzia na Espanha têm uma riqueza enorme provocada por essa presença de tanto tempo dos mouros. E a gente vai mostrar isso.
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Marrocos
“Se eu tivesse que dizer um lugar que você não deve deixar de visitar, eu diria que é Fez, porque a medina, a cidade medieval muçulmana de Fez é absolutamente encantadora. Mas tem uma cidade muito bonita que é a cidade azul, se chama Chefchaouen’’.
Portugal
“Na região do Algarve, a gente tem paisagens muito bonitas, de falésias, que são de encher os olhos. Ali você encontra também uma riqueza arquitetônica em ruínas de castelos da época dos mouros. Uma cidade como Albufeira fica lotada de turistas”.
Espanha
“Uma cidade como Granada é fascinante, e Alhambra é um lugar obrigatório. São fortalezas e palácios deslumbrantes, do período da presença islâmica. Eu também estive em Sevilha, que é outra cidade de visita obrigatória. Toda a região da Andaluzia oferece a oportunidade de fazer uma imersão na cultura flamenca’’.
Qual sua análise da seleção brasileira hoje?
Bonner: A seleção brasileira de 2026 acabou frustrando muita gente, mas agora haverá uma reformulação obrigatoriamente com nomes que terão surgido nos próximos quatro anos, e a gente torce para que as coisas melhorem até lá.
Quem você gostaria que fosse campeão?
Bonner: Entre Espanha e Argentina, eu torço para a Espanha
BS20260717070020.1 – https://extra.globo.com/entretenimento/noticia/2026/07/william-bonner-fala-sobre-volta-as-reportagens-e-revela-bastidores-da-viagem-aos-paises-da-copa-de-2030.ghtml

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