POLÍTICA

Zema defende regras diferentes para homens no Bolsa Família porque mulheres ‘têm outras atribuições em casa’

23 de junho, 2026 | Por: Agência O Globo

Pré-candidato à Presidência participou de evento para representantes da Indústria e defendeu flexibilização da CLT

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais — Foto: Guilherme Bergamini/ALMG

O pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, defendeu nesta segunda-feira que homens tenham regras diferenciadas, como a exigência de estudo e curso técnico, para receber o Bolsa Família. As demandas distintas para ingressar no programa, segundo ele, ocorrem porque as mulheres “têm outras atribuições em casa”.

— Viso muito os homens. As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens. Os homens hoje são convidados a trabalhar, e as pessoas não vão por um motivo muito simples: elas têm a segurança de receber um benefício — disse.

A declaração foi dada pelo ex-governador de Minas Gerais durante fala a jornalistas depois de sua palestra em evento da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília. Zema afirmou que “visa muito os homens” ao tratar sobre possíveis endurecimentos de programas sociais no país e disse querer que jovens concluam o ensino fundamental. O objetivo, segundo o ex-governador, é evitar que seja criada uma “geração de imprestáveis”.

— Eu quero que os jovens que não concluíram o ensino fundamental, concluam. Hoje não tem essa exigência. Quem não concluiu o ensino médio ou não tem ensino técnico profissionalizante, que o faça. Ninguém vai morrer se tiver de estudar. Eu quero colocar essas exigências para os homens. Mulheres, mais uma vez, como falei, é diferente.

Em seu discurso a empresários, Zema também defendeu a flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com remuneração por horas trabalhadas, e disse que o Brasil precisa de uma série de “choques” na economia e segurança para melhorar.

Segundo ele, o Brasil precisa de um presidente que dê três “choques”. O primeiro, para Zema, seria um choque de credibilidade e ética, outro “contra a gastança do Lula e do PT”, e, por fim, um choque contra a “bandidagem”.

Ao longo de sua fala, ele foi aplaudido algumas vezes pelos presentes e também defendeu que haja uma série de reformas no país, como a reforma administrativa e da previdência, além de uma “revisão dos programas sociais”.

— Estamos criando uma geração de imprestáveis. Bico não qualifica ninguém e esse trabalho é crônico: está passando de pai para filho — afirmou.

O pré-candidato mineiro também afirmou que, caso eleito, irá privatizar todas as estatais brasileiras em busca de abater dívidas e investir em infraestrutura.


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