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Os alvos são advogados ligados ao líder do PL na Câmara. Inquérito apura movimentação e destinação dos recursos

A Polícia Federal investiga se provas sobre o uso de cota parlamentar na Câmara dos Deputados foram adulteradas ou ocultadas e mira advogados ligados ao líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), em mais uma fase da operação que apura a suposta utilização indevida de recursos públicos. O próprio Sóstenes já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão, em dezembro do ano passado. O deputado nega irregularidades.
A ação visa aprofundar as investigações relacionadas ao desvio de cota parlamentar da Câmara dos Deputados por meio do aluguel de veículos, serviços a que os parlamentares têm direito. A operação desta manhã apura suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
Em dezembro do ano passado, a PF apreendeu R$ 430 mil em dinheiro em espécie em um endereço ligado a Sóstenes. Já Sóstenes afirmou que o dinheiro achado veio da venda de um imóvel que ele ainda não havia depositado. O deputado Carlos Jordy (PL RJ) também foi alvo da operação no anbo passado e disse que era alvo de uma “perseguição implacável” e de “pesca probatória”.
As medidas judiciais desta manhã foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal e estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Nas fases anteriores, a polícia identificou irregularidades na contratação de empresa de locação de carro com verba da Câmara. O objetivo agora é ampliar a investigação sobre a movimentação e destinação desse recurso. Procurado, Sóstenes negou voltou a negar irregularidades:
— Uma dessas pessoas (alvos da operação) foi o comprador do imóvel (a que ele atribui o dinheiro em espécie). Nenhum dos alvos é meu advogado. Podem fazer operação a vontade, quem não deve não teme — afirmou o parlamentar.
Conforme a PF, “as investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos”. “Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”, informou.
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Em dezembro de 2024, a PF realizou a primeira fase da operação cumprindo mandados em endereços ligados a assessores dos deputados Sóstenes e Jordy. A ação investigava o desvio de cota parlamentar por meio de contratos falsos com locadoras de veículos. A operação foi batizada de “Rent a Car”, em referência ao suposto esquema, no qual uma empresa de locação era utilizada para simular a prestação de serviços.
De acordo com os investigadores, agentes públicos e empresários teriam firmado um “acordo ilícito para o desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares” a partir desses contratos.
Levantamento feito pelo GLOBO na época mostrou que os gastos de Sóstenes com aluguel de carro representavam quase o dobro da média dos valores declarados por outros parlamentares.
Ao longo do ano passado, os gastos do parlamentar ultrapassaram R$ 137,9 mil, enquanto a média das despesas de outros deputados com essa categoria foi aproximadamente R$ 76,8 mil.
BS20260701100623.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/07/01/pf-faz-operacao-para-investigar-aluguel-de-carros-com-verba-parlamentar-da-camara.ghtml

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