SAÚDE

Estudo associa apneia do sono com problemas de memória e maior risco de demência depois dos 40

1 de julho, 2026 | Por: Agência O Globo

Trabalho foi publicado na revista científica Alzheimer’s & Dementia

Um dos sintomas da apneia é o ronco — Foto: Magnific

A apneia obstrutiva do sono, mais conhecida por provocar roncos altos, é um distúrbio respiratório no qual o indivíduo têm pausas na respiração repetidas e breves enquanto dorme. O sono, por sua vez, é prejudicado, e uma nova pesquisa indica que noites mal dormidas podem estar associadas a problemas de memória e maior risco de demência depois dos 40 anos.

De acordo com o estudo, dentre os mais de 2 mil participantes, aqueles com apneia obstrutiva do sono apresentaram pior desempenho de memória do que aqueles sem a condição. Especificamente, o pior desempenho de memória foi observado principalmente entre os indivíduos com AOS não tratada, enquanto aqueles que receberam tratamento tiveram desempenho semelhante aos participantes sem a condição.

Além disso, os resultados apontaram que aqueles com apneia obstrutiva do sono apresentavam uma maior incidência de fatores de risco para demência e comorbidades já anteriormente ligadas à apneia obstrutiva do sono, como a obesidade. O trabalho foi publicado na revista científica Alzheimer’s & Dementia.

“A apneia do sono é comum, frequentemente não diagnosticada e altamente tratável, mas raramente é considerada nas discussões sobre o risco de demência. Nossos resultados sugerem que identificar e tratar a apneia do sono na meia-idade pode representar uma importante oportunidade para promover a saúde cerebral a longo prazo”, afirma Gabriel Abdelmessih, candidato a doutorado em neuropsicologia clínica pela Escola de Ciências Psicológicas da Universidade Monash.

Para realizar a pesquisa, participantes, que apresentavam idades entre 40 e 70 anos, completaram completaram avaliações online de habilidades cognitivas e saúde. A partir dos dados recolhidos, a equipe comparou o desempenho cognitivo e os fatores de risco para demência entre indivíduos com e sem apneia obstrutiva do sono (AOS).

Sintomas

A apneia é difícil de passar despercebida, pois acaba prejudicando todo o ciclo do sono. Por isso é recomendado a procura imediata de um médico especialista após observação dos sintomas. São eles:

Ronco;

Sono agitado;

Falta de disposição e sonolência durante o dia;

Dor de cabeça, perturbação da memória, da atenção e da concentração

Tendência à depressão;

Hipertensão;

Arritmias cardíacas; e

Acordar repetidas vezes sem motivo aparente.

Quais são os tratamentos?

É primordial para os pacientes que sejam feitas modificações de fatores de risco. São elas: evitar totalmente o consumo de álcool e sedativos, perda de de peso, dormir lateralmente (a posição barriga para cima aumenta a chance de apneia) e com a cabeceira da cama elevada.

Tratamentos como o CPAC, no caso do presidente, e o BIPAP, são utilizados para melhorar a qualidade de vida de pacientes com apneia obstrutiva do sono na sua forma moderada. Ambos utilizam uma máscara, que pode estar presa ao rosto por duas fitas ou apenas uma, enquanto um pequeno tubo faz a passagem de ar provinda de uma máquina. A diferença principal entre os dois é como eles trabalham as vias áreas. O CPAC mantém elas abertas, enquanto o BIPAP ajuda a musculatura inspiratória a encher os pulmões de ar.



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