
Celina Leão eleita governadora do DF
Marlene Galeazzi
Mal teve tempo de descansar após dias de intensa campanha, já mergulha nos projetos de sua futura gestão.

NINHO VAZIO As convenções zonais do PSDB, realizadas domingo, revelaram o quanto anda vazio o ninho tucano. O partido tem uns 1.600 filiados, o equivalente a 45 tucanos oficiais por cada cidade do DF. As convenções elegeram os membros dos 16 diretórios zonais e dos 10 diretórios do PSDB Mulher. Mas em outros três diretórios […]
As convenções zonais do PSDB, realizadas domingo, revelaram o quanto anda vazio o ninho tucano. O partido tem uns 1.600 filiados, o equivalente a 45 tucanos oficiais por cada cidade do DF. As convenções elegeram os membros dos 16 diretórios zonais e dos 10 diretórios do PSDB Mulher. Mas em outros três diretórios não houve votação. Faltou tucano. Essas zonais serão dirigidas por bicudos provisórios. O desafio será achar tucano no ninho para chocar os ovos.
O PSDB já governou Brasília. A tucana Maria Abadia foi governadora entre 31 de março de 2006 e 1º de janeiro de 2007. Hoje, não tem nem deputado distrital nem federal. O consolo dos tucanos brasilienses é ter um representante no Senado: Izalci Lucas. Em outubro, será reconduzido à presidência do tucanato candango.
O futuro político de Izalci é incerto. Ele tentará a reeleição em 2026. Das duas vagas ao Senado, uma está no colo do governador Ibaneis Rocha (MDB). A segunda será disputada no tapa por candidatos de esquerda (PT-PSol), centro (PP-Cidadania-União Brasil) e direita (PL-Republicanos). Caso Izalci não se reeleja, o PSDB candango baterá asas rumo à extinção.
A chapa anda quente no Cidadania. A cúpula nacional está dividida entre ficar ou romper com Roberto Freire, há 31 anos na presidência do partido, originário do PCB. No DF, Freire tem o apoio da deputada distrital Paula Belmonte, presidente regional da legenda. Belmonte conseguiu desarmar um golpe contra ela e Freire. Impediu que um grupo rebelde tomasse o comando da agremiação no DF. Apagou o fogo, mas o barraco ainda queima.
Motivo: a adesão ou não do Cidadania ao Governo Lula. Enquanto Freire não quer, outros estão querendo. Paula Belmonte rejeita apoiar Lula. Também não quer Ibaneis. Muito menos pretende manter a federação com o PSDB de Izacir. Já decidiu: o casamento acabou. Dos tucanos, não quer nem as penas.
O ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) postou vídeo na internet em que aparece que nem pinto molhado comemorando a chegada da “chuva do caju”. Interessante. Foi no Governo Rollemberg que ocorreu, entre 2016 e 2018, a maior crise hídrica da história do DF. O então governador foi alertado: o nível dos reservatórios vai baixar tanto que faltará água nas torneiras. O que fez Rollemberg?
Em maio de 2017, em plena crise, Rollemberg contratou a Fundação Cacique Cobra Coral, grupo exotérico que prometia chover até no deserto. Naquele mês, coincidência ou não, caiu uma boa chuva como previra o Instituto de Meteorologia. Rollemberg atribuiu a chuvarada à pajelança da Cobra Coral.
Mas a fundação deve ter levado calote. Afinal, a chuva de maio não encheu os reservatórios e nenhum pingo não caiu nos meses seguintes. Rollemberg chutou o balde. Acabou com a pajelança e decretou racionamento, que só seria suspenso em 15 de junho de 2018.
Hoje, cinco anos depois, Rollemberg comemora a chuvarada. Repetindo Gene Kelly, dançou na chuva ao som de “Singin’In the Rain”. Só faltou o sapateado, a capa e o guarda-chuva. Sobrou demagogia.
Está no ar a primeira fase da campanha “Nota Legal”. É para recompor o caixa do GDF, que perdeu R$ 500 milhões em tributos no primeiro semestre de 2023. A segunda etapa está no forno. Vai oferecer 35 cativantes motivos para que o consumir exija a nota fiscal até mesmo ao comprar um saco de pipoca. Mas o motivo maior é um só: os impostos arrecadados retornam em forma de obras como as que se vê por todo o DF.
Armando Guerra
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Marlene Galeazzi
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