Nova UPA incomoda… a imprensa

O apresentador de um telejornal da cidade caprichou na dicção e na pose para anunciar a reportagem: “Inaugurada com atraso, a UPA da Ceilândia já está atendendo”. Com a repórter no ar ficamos sabendo que a população da cidade está muito satisfeita com o trabalho dos médicos, enfermeiros e técnicos da nova UPA inaugurada pelo GDF, mas o que chamou a atenção do apresentador foi o atraso na entrega da obra.

Novela repetida

É como se não houvesse uma pandemia; como se o mundo todo não tivesse parado por causa de um vírus letal. Como se a própria emissora que publicou a notícia não estivesse repetindo novelas até hoje porque não tem condições de produzir material novo. Então ficamos assim: não pode atrasar uma obra, novela pode.

Mais uma UPA. Agora no Paranoá

O fato é que ainda este mês será inaugurada mais uma UPA, desta vez no Paranoá, espera-se, com a mesma eficiência verificada na Ceilândia. A população vai aplaudir, usar; vai ter uma redução significativa nos atendimentos do Hospital – a UPA poderá atender a 7.500 pacientes por mês – mas a manchete do telejornal já está pronta: UPA inaugurada com atraso. Tem gente que acha que o mundo é um espelho.

Universidade a todo vapor

A pandemia de covid-19 provocou muitos atrasos nos planos do governador Ibaneis Rocha e por diversos motivos – desde a obrigatoriedade do afastamento social até o preço do material de construção, por exemplo, que subiu muito. Assim, contratos firmados tiveram que ser revistos, o que demandou um tempo maior para determinadas ações. Mas em outras áreas a situação correu bem, caso da Universidade Pública do DF.

Concurso para professores

Prometida por muitos governadores nas campanhas eleitorais, Ibaneis Rocha está tirando a ideia do papel. A Universidade em si já está aprovada há três meses; agora está definida a contratação de 2.500 professores e outras 1000 vagas para tutores de educação superior, a serem escolhidos por meio de concurso público de provas de títulos. Estão previstos cursos nas áreas de Ciências da Saúde e Humanas, Gestão Governamental de Políticas Públicas e de Serviços, além de Educação e Magistério, entre outros.

Um nome para a posteridade

A Universidade do Distrito Federal (UnDF) leva o nome do professor Jorge Amaury Maia Nunes, uma homenagem a quem conseguiu levar o projeto adiante. O professor morreu pouco depois de completar seu trabalho, vítima da covid-19, e não viu seu projeto ser aprovado e sancionado pelo governador. Mas terá seu nome eternamente lembrado pelos alunos, professores e pela comunidade em geral.

Cota para escola pública

Importante ressaltar que a UnDF vai destinar 40% das vagas para alunos que concluíram a educação básica integralmente na rede pública. A cota racial prevista em lei também será atendida. Também haverá possibilidade de entrada por meio do Enem e do Sisu. O modelo é semelhante ao da atual Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) e da Escola Superior de Gestão (ESG), que serão integradas à nova Universidade.

O mais querido…

O deputado federal Luís Miranda está de saída do União, o partido que surgiu da junção do Democratas com o PSL, e seu passe vem sendo mais disputado do que jogador de futebol. Dois partidos se digladiam para ter o deputado em seus quadros, o Avante, do vice-governador Paco Brito, e o Republicanos, ligados a igrejas evangélicas. Ambos oferecem mundos e fundos para que o deputado se filie.

… e a terceira via

Mas pode ser que os dois partidos fiquem a ver apenas a miragem do deputado. Uma terceira agremiação corre por fora oferecendo controle total no Distrito Federal. Quem está ajudando a conduzir a operação é o ex-deputado Alberto Fraga, também de saída do União.

 

bsbagora@gmail.com

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