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Recomendação é que itens fabricados em janeiro e fevereiro ainda não sejam usados até que a agência de manifeste sobre análises feitas por laboratórios

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve suspensa a comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de produtos Ypê. A medida publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira se aplica a desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos fabricados antes de março e cuja produção descumpria requisitos sanitários.
A Ypê, por sua vez, informou hoje que a Anvisa autorizou o uso e a comercialização de todos os lava-louças líquido e desinfetantes fabricados no mês de março de 2026 dos lotes de número final “1”. Os itens produzidos a partir de abril já haviam sido liberados.
A companhia disse ainda que, também nesta segunda-feira, foram apresentados à Anvisa os resultados dos laudos de análise realizados por laboratórios autorizados para todos os lotes de final “1” produzidos nos meses de janeiro e fevereiro de 2026 para esses mesmos produtos, “na expectativa de que também sejam liberados após análise da agência”.
Como a Anvisa só recebeu esses resultados hoje, a recomendação a consumidores é não usar os produtos fabricados nos dois primeiros meses do ano até que a agência se manifeste sobre isso.
Segundo a Anvisa, a suspensão de comercialização dos produtos da Ypê foi motivada pelo descumprimento de requisitos, identificado durante inspeção sanitária realizada na fábrica da companhia em Amparo (SP) entre os dias 27 e 30 de abril de 2026.
Veja os lotes afetados cujas comercialização ainda está suspensa:
Desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê: suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
Detergentes lava-louças (incluindo versões com enzimas ativas, toque suave, concentrado e linhas clear e green): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
Lava-roupas (Tixan Ypê e Ypê líquido – antibac, coco e baunilha, premium): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026.
De acordo com a agência, os laudos apresentados pela empresa indicaram resultados satisfatórios para os produtos fabricados após essas datas, o que levou à restrição da medida apenas aos lotes mais antigos.
Para desinfetantes e detergentes, foram considerados adequados os produtos fabricados entre 1º e 31 de março de 2026. Já no caso dos lava-roupas, os testes demonstraram conformidade para os itens produzidos entre 1º de abril e 7 de maio de 2026.
A agência informou ainda que os produtos atingidos que já tenham sido distribuídos e estejam disponíveis no mercado devem seguir as tratativas acordadas com a empresa quanto à manutenção de ações de monitoramento sanitário.
A crise começou no dia 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da Ypê após identificar falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo.
A fiscalização encontrou 76 irregularidades sanitárias e apontou risco de contaminação microbiológica nos produtos fabricados na planta industrial.
O caso ganhou ainda mais atenção porque a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio de contaminação microbiológica envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha lava-roupas.
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no ambiente e pode ser encontrada na água, no solo e em locais úmidos. Em pessoas saudáveis, normalmente não causa problemas graves.
No entanto, ela pode provocar infecções em pessoas com imunidade baixa, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, idosos e pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico.
Por isso, a Anvisa classificou as medidas adotadas como preventivas para evitar riscos à saúde da população.
BS20260615124632.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/15/anvisa-mantem-suspensao-de-lotes-da-ype-mas-libera-produtos-fabricados-a-partir-de-marco.ghtml

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