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Ginastas cumprirão compromissos com patrocinadores em Brasília e São Paulo, terão festa em Aracajú, onde treinam como seleção permanente, e depois seguem para nova competição na Argentina

As atletas da seleção brasileira de ginástica rítmica desembarcaram com festa na manhã desta terça-feira no Rio de Janeiro, após campanha histórica no Campeonato Mundial da modalidade, disputado na última semana em Frankfurt (Alemanha).
Duda Arakaki, Nicole Pírcio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves e Julia Kurunczi, além das técnicas Camila Ferezin e Bruna Martins foram recebidas pela torcida e por atletas da GR do Vila Mangueira.
E mesmo após a conquista de duas medalhas de ouro inéditas, uma de bronze e ter garantido vaga antecipada para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, elas não terão folga.
Após compromissos com patrocinadores em Brasília e São Paulo, festa em Aracaju, onde treinam em esquema de seleção permanente, elas disputarão os Jogos Sul-americanos de Santa Fé, na Argentina, entre 12 e 26 de setembro.
— A gente sempre espera muito do público brasileiro porque sabemos o quanto é caloroso. Mas a gente sempre se surpreende também. Uma festa desta a gente não esperava — disse Duda, a capitã do conjunto, no meio da confusão do desembarque no Aeroporto Internacional Tom Jobim. — E ver atletas nesta recepção, crianças… isso é o mais importante para mim. Mais importante do que as medalhas é inspirar novas gerações. Eu já fui esta criança que sonhava e que tinha objetivos. Mostrar que é possível faz todo o sentido para mim.
O grupo de atletas da Vila Mangueira que recepcionou às campeãs mundiais estava acompanhado da professora Guta Buarque. Ela disse que esta campanha da seleção é um marco importante para a modalidade como um todo e que ajuda o seu trabalho, cria novas oportunidades e democratiza ainda ainda mais a GR.
— Os resultados de uma seleção estimulam a prática daquela modalidade. Ou seja, vai facilitar o meu trabalho uma vez que chama a atenção de mais crianças. E isso é maravilhoso — disse a professora, que lembra que na Vila Mangueira são oito turmas de iniciação para a GR para cerca de 300 crianças, a partir de 5 anos, além das aulas do GR master, no qual não há limite de idade. — Viemos todas dar parabéns às leoas. Este é um feito histórico.
Os resultados obtidos na Alemanha dão sequência ao crescimento que o Brasil vem exibindo na ginástica rítmica. Em 2011, quando Camila Ferezin — ex-atleta da ginástica rítmica, primeira medalhista de ouro do Brasil em Jogos Pan-Americanos (Winnipeg-1999) e finalista na Olimpíada de Sydney-2000 — assumiu a coordenação da seleção da modalidade, o país era 26º no Mundial.
Somente no ano passado, o Brasil levou suas primeiras medalhas em um Mundial, em edição realizada no Rio de Janeiro: prata no conjunto geral e na série mista.
Na edição da Alemanha, o Brasil conquistou as primeiras medalhas de ouro em Mundiais — e obteve vaga para LA-2028.
— Estamos muito felizes e aliviadas com o fato de que conquistamos nossos objetivos. Trabalhamos duro para isso. E ter a vaga olímpica neste momento significará que teremos mais calma no ano seguinte. Vamos poder ter mais tranquilidade para trabalhar e nos aperfeiçoar — comenta Duda, que reforça que agora a meta é o pódio olímpico.
Em Paris-2024, a seleção de conjunto chegou como uma das favoritas ao pódio, fez excelente exibição na primeira rotação mas na segunda apresentação, Victória Borges entrou mancando. Nos Jogos Olímpicos, a GR não permite substituição e o Brasil não se classificou para a etapa final.
— A gente lembra deste episódio sempre, mas não remoendo o que aconteceu. Foi um momento difícil mas importante para nosso crescimento e para o que estamos vivemos hoje. Tivemos uma virada de chave a partir daí e este episódio foi importante. — observa Duda, que irá pela primeira vez aos Jogos Sul-americanos, o próximo compromisso do conjunto. — Já fui para dois Jogos Olímpicos e nunca disputei o Sul-americano. Toda a competição é importante, toda vez que entramos em quadra evoluímos. Esta é uma Olimpíada sul-americana e estou muito empolgada.
A treinadora Camila explicou que neste momento não dará folga às atletas. Os treinos recomeçam na semana que vem, após os compromissos com patrocinadores. Ao menos, ela explica, as ginastas terão um período apenas de treino, e não dois:
— Elas terão os Jogos Sul-americanos e depois quero dar folga. Mas não sei por quanto tempo. Por agora, vamos treinar em carga horária menor. Farão um período apenas, quatro horas. Elas treinam, oito por dia. Com isso terão tempo de recuperação e também para colocar os estudos em dia — explicou Camila, que estava radiante. — Estou muito orgulhosa de ter escolhido isso para a minha vida… Tudo valeu a pena, este é um sentimento de orgulho e de felicidade, o momento mais feliz da minha carreira.
BS20260818140117.1 – https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2026/08/18/apos-campanha-historica-selecao-de-gr-chega-ao-brasil-com-festa-e-nova-missao-os-jogos-sul-americanos.ghtml

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