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Encontro no Palácio da Alvorada aconteceu um dia após o presidente fazer cobranças a Nísia por problemas na pasta durante uma reunião da cúpula do governo
O presidente Lula e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, fizeram uma nova reunião na tarde desta terça-feira para tratar sobre a gestão dos hospitais federais do Rio de Janeiro e outros temas prioritários da pasta. Após o encontro, Nísia afirmou a jornalistas que a agenda foi para prestação de contas e que Lula está preocupado com a área.
O encontro no Palácio da Alvorada aconteceu um dia após o presidente fazer cobranças a Trindade por problemas na Saúde durante uma reunião da cúpula do governo. Na ocasião, a ministra chegou a se emocionar durante seu discurso.
A agenda desta terça também contou com a presença de secretários do ministério. Trindade avaliou a reunião como positiva e disse que não houve broncas.
— Vai ser um processo. A situação dos hospitais (federais do Rio) é bastante difícil, mas nós já estamos começando. Na verdade, continuaremos o que foi iniciado no outro ano — comentou a ministra da Saúde após o evento Mulheres das Águas, evento que sucedeu à reunião entre a titular e o presidente.
Ainda de acordo com a ministra, Lula reforçou “sua expectativa com a Saúde”. Questionada sobre se o presidente havia feito alguma cobrança, ela afirmou que ouviu apenas a “preocupação que o presidente já externou com a Saúde”.
Trindade demitiu o chefe do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH), Alexandre Telles, responsável pelos hospitais federais do Rio, na segunda-feira, 18. A exoneração se dá depois de uma série de notícias sobre o mau funcionamento da rede.
“A mudança ocorre diante da necessidade de transformação na gestão do DGH. Na última sexta-feira, foi criado um comitê gestor a fim de orientar e praticar atos de gestão relativos aos hospitais federais”, explicou a pasta, em nota.
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No lugar de Telles, assume temporariamente a atual superintendente do ministério no Rio, Maria Aparecida Braga, mais conhecida como Cida Diogo, que já foi deputada pelo PT.
Na semana passada, o GLOBO mostrou a pressão que Nísia vinha sofrendo de setores sindicais e da política devido a uma portaria que daria mais poderes a Telles ao centralizar cargos e funções, como as compras, no DGH. Com a criação de um comitê especificamente voltado para a rede federal do Rio, que passaria a funcionar hoje, a ministra dobrou a aposta num processo de intervenção.
Além disso, neste domingo uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, mostrou as condições precárias dos hospitais, o que reforçou a possibilidade de demissão de Telles.
Além de Telles, a ministra demitiu ainda o secretário nacional de Atenção Especializada à Saúde, Helvécio Magalhães. A informação foi antecipada pela coluna de Lauro Jardim.
O secretário foi nomeado para ser uma espécie de interventor dos hospitais federais do Rio. Helvécio, contudo, foi citado na reportagem do Fantástico como um dos responsáveis por apadrinhamentos e nomeações sem critérios técnicos nas unidades de saúde, em casos que foram denunciados ao Ministério Público.

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