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VARIEDADES

‘Aula de stand-up com professor’: Lumena debocha de Nego Di, chamado de ‘Preso Di’ pela web; veja memes

16 de julho, 2024 / Por: Agência O Globo

Comediante foi preso no domingo (14), suspeito de liderar esquema que lesou 370 pessoas em valor estimado de R$ 5 milhões

‘Aula de stand-up com professor’: Lumena debocha de Nego Di, chamado de ‘Preso Di’ pela web; veja memes
‘Aula de stand-up com professor’, debocha Lumena sobre prisão de Nego Di — Foto: Reprodução

A web tem reagido com memes a prisão do comediante Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, no último fim de semana. Até mesmo a influenciadora digital Lumena Aleluia, com quem ele tinha uma relação mais próxima, debochou do humorista em vídeos publicados no Instagram. Em um deles aparece em frente a uma delegacia, onde iria frequentar uma aula de stand-up com o apresentador de 30 anos.

— Tenho o privilégio de fazer aula com um dos melhores comediantes do Brasil. Inclusive, estou chegando aqui para fazer aula de stand-up com meu professor Nego Di — diz ela, em um vídeo, antes de mostrar a fachada da delegacia.

Uma publicação do perfil @detremura no X (ex-Twitter) brinca, inclusive, com o nome do comediante, dando-lhe o nome de “Preso Di”.

Algumas pessoas reagiram com vídeos vibrantes de Tulla Luana. Outras compartilharam um vídeo do canal Porta dos Fundos protagonizado por Juliette, que é pressionada a fazer uma campanha de marketing caso não queira assistir o DVD de um show de Nego Di.

Outros relembraram um diálogo do comediante com o youtuber Monark, que fez uma recomendação: “Leve a serio o que vai acontecer com você daqui para frente, compre bitcoin e esteja pronto para sair do país eventualmente”. Nego Di, então responde: “Não quero te chatear, até porque você nunca me fez nada… Obrigado pela dica e preocupação, mas existe um ‘abismo’ entre nossas atitudes e falas. Isso deve ser levado em consideração”.

Entenda a prisão de Nego Di

Decretada pela Justiça do Rio Grande do Sul, a prisão do comediante ocorreu em Santa Catarina sob suspeita de estelionato após denúncias de que o influenciador participava de um esquema de venda online de produtos que nunca foram entregues. O humorista divulgava em seus perfis nas redes sociais os produtos à venda, como aparelhos de ar-condicionado e televisores, vendidos a preços abaixo do de mercado.

— São 370 vítimas identificadas, R$ 5 milhões levantados, com quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico. É um farto material probatório que não nos deixa dúvidas de que houve, sim, estelionato — disse o chefe de Polícia, delegado Fernando Sodré, em coletiva no auditório do Palácio da Polícia, neste domingo.

A empresa divulgada pelo humorista tinha um prazo de entrega de 50 dias, considerado acima do normal. Segundo a polícia, muitas vítimas relataram que, por não receberem os itens, tiveram que arcar com um novo custo para uma nova compra do mesmo produto. O delegado também explica que as vítimas confiaram em Nego Di em razão da sua expressividade nas redes sociais.

— São pessoas, muitas vezes humildes, que utilizam do seu dinheiro, do seu trabalho, para a compra desses produtos, mas que acabam não recebendo esses produtos — diz a delegada Adriana da Costa.

Na sexta-feira, o humorista e a mulher, a influenciadora digital Gabriela Sousa, foram alvo de outra uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul por suspeita de lavagem de dinheiro por meio rifas ilegais. Anderson Boneti, sócio de Nego Di, considerado foragido pela polícia, segue sendo procurado.

— Eles criam essa empresa, sediada na internet. E a partir dessa empresa, eles começam a vender diversos produtos abaixo do preço de mercado, fazendo diversas vítimas — explica o delegado Marco Guns sobre a “Tadizuera”, que operou entre 18 de março e 26 de julho de 2022. A empresa era de Nego Di e do sócio dele, Anderson Boneti.


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