ECONOMIA

Banco Central decreta liquidação extrajudicial de financeira e consórcio do Grupo Simpala

14 de agosto, 2026 | Por: Agência Brasil

Decisão afeta consórcio e financeira com sedes em Porto Alegre

Edifício-Sede do Banco Central em Brasília

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O Banco Central (BC) decretou nesta sexta-feira (14) a liquidação extrajudicial de duas empresas do Grupo Simpala. As instituições que foram afetadas com a medida foram a Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios e a Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, ambas com sede em Porto Alegre (RS).

Além da liquidação, o Banco Central determinou que, partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições que sofreram a liquidação extrajudicial ficarão indisponíveis. 

Segundo o Banco Central, a decisão foi motivada tanto pelo comprometimento da situação econômico-financeira das instituições – porque o BC identificou possíveis riscos a credores – quanto pelo fato das duas instituições terem cometido “graves violações às normas que disciplinam suas atividades”. 

O Banco Central informou que as duas empresas tem baixa participação no mercado. A administradora representa 0,1% dos consorciados ativos e 0,1% dos recursos a coletar dos grupos de consórcio. Já a financeira, em junho de 2026, detinha 0,004% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Por meio de nota, o BC informou, ainda, que continuará a investigar quem são as pessoas responsáveis pelos problemas que levaram à liquidação das empresas, apurando se houve descumprimento de leis ou normas regulatórias. 

“O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes”, diz a nota do Banco Central. 

Procurado pela Agência Brasil, o Grupo Simpala ainda não se pronunciou sobre a decisão do Banco Central. 

Artigos Relacionados

Ministro da Fazenda fala em ‘cautela’ após processo de reciprocidade contra EUA e diz que governo vai colher ‘preocupações’

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo terá cautela em relação ao processo de reciprocidade aberto contra o tarifaço dos Estados Unidos. Segundo ele, este momento é de ouvir o empresariado local e também o externo sobre possíveis impactos e preocupações da adoção de medidas para reagir à medida protecionista americana. — […]