
Diretor do BC critica presença de bets em aplicativos financeiros e diz que medidas contra alto endividamento devem ser anunciadas em breve
Aquino afirmou que a discussão será feita no âmbito do Conselho Monetário Nacional
Terceira fase de programa de socorro para exportadores afetados pelo tarifaço dos EUA foi lançada em julho e abrirá recebimento de pedidos de empréstimos daqui a 15 dias

O BNDES disponibilizará mais R$ 4,1 bilhões para a terceira fase do Plano Brasil Soberano, o programa de socorro a empresas exportadoras afetadas pelo tarifaço de Donald Trump — que, desde os ataques americanos e israelenses contra o Irã, foi ampliado para outros setores afetados pelo conflito. Com isso, a linha de crédito terá agora um total de R$ 22,6 bilhões.
Após o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovar, na semana passada, mudanças de regras de crédito para ampliar o financiamento de empresas de fertilizantes e reduzir encargos para produtores de minerais críticos, o BNDES anunciou ainda que abrirá o processo de recebimento de pedidos de empréstimo em mais uma fase do programa daqui a 15 dias.
A terceira fase do Brasil Soberano foi anunciada em julho, com a edição de uma medida provisória (MP) e cerimônia no Palácio do Planalto, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Inicialmente, a nova fase teria um total de R$ 18,5 bilhões, sendo que R$ 13,5 bilhões viriam do Tesouro Nacional, e R$ 5 bilhões, do BNDES. A ampliação da linha de crédito anunciada nesta terça-feira virá da parte do banco de fomento, que passará a R$ 9,1 bilhões.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o Plano Brasil Soberano “se mostrou fundamental para ampliar o acesso das empresas brasileiras ao crédito em um momento de maior instabilidade no comércio internacional” e “contribui para preservar a competitividade das empresas”.
Com a ampliação da linha de crédito, os R$ 22,6 bilhões serão divididos da seguinte forma:
Em 15 dias, as empresas poderão protocolar pedidos de crédito diretamente no BNDES ou nos bancos repassadores.
As linhas de financiamento abrangem os seguintes fins:
As condições de crédito, com juros abaixo das taxas de mercado, são as seguintes:
No lançamento da terceira fase do Brasil Soberano, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que, na parcela que cabe ao Tesouro, o governo estava aproveitando recursos que já foram mobilizados pelo BNDES e que não foram utilizados, nas duas fases anteriores do programa.
Apesar da ampliação de recursos pelo BNDES, segundo Durigan afirmou na ocasião, não necessariamente todo o valor disponível seria emprestado, pois “vamos usar quando a demanda aparecer”.
No Brasil Soberano 2, anunciado em março, aconteceu coisa parecida. O programa foi lançado com R$ 15 bilhões do FGE, o fundo federal que garante o crédito ao comércio exterior, e, ao abrir o recebimento de pedidos por parte das empresas, o BNDES anunciou a disponibilização de mais R$ 6 bilhões.
O Brasil Soberano foi lançado em agosto passado, com um total de R$ 40 bilhões, e começou a operar em setembro. Do total de recursos, R$ 30 bilhões vieram do FGE e R$ 10 bilhões de recursos próprios do BNDES.
Apesar das cifras bilionárias, os empréstimos aprovados até meados de dezembro somaram R$ 16,2 bilhões, menos da metade do valor total disponível.
A primeira edição do programa se encerrou porque a MP que o criou perdeu a validade, já que não foi convertida em lei pelo Congresso dentro do prazo previsto.
BS20260901120026.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/09/01/bndes-coloca-mais-r-41-bi-e-credito-disponivel-no-brasil-soberano-3-sobe-para-r-226-bi-no-total.ghtml

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