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Brasil fica em quinto na final feminina por equipes no Mundial de Ginástica Artística

22 de outubro, 2026 | Por: Agência O Globo

China desbanca Estados Unidos e vence final em Roterdã, na Holanda. Japão fica em terceiro e, assim como os dois primeiros, garante vaga em LA-2028

Seleção feminina de ginástica artística termina em quinto lugar no Mundial de Ginástica de Roterdã — Foto: MeloGym/CBG

A seleção feminina de ginástica artística terminou em quinto lugar na final por equipes do Mundial de Ginástica Artística de Roterdã, disputada nesta quarta-feira, na Holanda, com o somatório de 159,730 pontos. A China (165,764 pontos) conquistou a medalha de ouro ao superar os Estados Unidos (165,531) depois de uma disputa acirrada. O bronze ficou com o Japão (164,063). As três melhores equipes garantiram vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. No masculino, as equipes medalhistas e classificadas para a Olimpíada foram Japão, Rússia e China. As vagas restantes para as equipes serão preenchidas no Mundial do ano que vem, na China.

As chinesas não conquistavam o título havia 20 anos — os EUA dominaram as sete últimas edições do Mundial. Já as japonesas retornaram ao pódio após 60 anos. À frente do Brasil ainda ficou a França, em quarto lugar (161,130). A Rússia terminou em sexto (159,394), a Itália, em sétimo (158,129), e o Canadá, em oitavo (158,096).

A equipe brasileira, formada por Rebeca Andrade (salto e trave), Flávia Saraiva (solo, salto, barras assimétricas e trave), Lorrane Oliveira (solo e barras assimétricas), Sophia Weisberg (salto) e Thaís Fidélis (solo, barras assimétricas e trave), havia avançado para a final da competição por equipes na oitava colocação, com 159,131 pontos, e melhorou sua colocação.

Na final, o Brasil teve seu melhor somatório no salto e baixou um pouco suas notas no solo, na trave e nas barras assimétricas. Ainda assim, teve soma melhor do que na classificatória. Já as americanas saíram na frente na classificação contra as chinesas, com séries fortes no salto e nas barras assimétricas. Mas as chinesas fizeram uma rotação espetacular na trave para tomar a liderança e abrir dois pontos de vantagem. Os EUA foi melhor no solo, mas a vantagem chinesa na trave garantiu o primeiro ouro do país na prova desde 2006.

Thais Fidelis, no solo do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, em Roterdã. — Foto: Créditos: MeloGym/CBG
Thais Fidelis, no solo do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, em Roterdã. — Foto: Créditos: MeloGym/CBG

Brasil na final

Na final por equipes, três atletas disputam cada aparelho e não há descarte de nota. O Brasil começou no solo, com Thais e 12.933 pontos (ela havia feito 12.733 nas classificatórias). Lorrane somou 12.900 (13.133) e Flávia fez 12.800 (12.866), totalizando 38.633 (contra 38.732 da classificação). Lorrane e Flávia cometeram algumas imprecisões e tiveram descontos de execução. Nesta passagem, a equipe terminou em oitavo.

No salto, Flávia, com um Yurchenko com pirueta sobrando, obteve 13.000 pontos, igual à classificatória. A novata Sophia, com um Yurchenko com dupla pirueta, tirou uma nota alta, 14.033 pontos. Ela não havia acertado esse salto nas classificatórias (12.766, nota descartada na classificatória).

Sophia Weisberg acertou o Yurchenko com dupla pirueta na final e tirou uma nota alta, 14.033 pontos — Foto: Créditos: MeloGym/CBG
Sophia Weisberg acertou o Yurchenko com dupla pirueta na final e tirou uma nota alta, 14.033 pontos — Foto: Créditos: MeloGym/CBG

E Rebeca, ovacionada em Roterdã, executou um Yurchenko com dupla pirueta, somando 14.400, a mesma nota das classificatórias. No total, o Brasil obteve 41.433 (contra 40.266 da classificatória). Nesta passagem, o Brasil ficou em sexto. Os 1.167 pontos a mais fizeram a diferença para a equipe ao fim da disputa.

Rebeca Andrade foi ovacionada pelo público em Roterd — Foto: Créditos: MeloGym/CBG
Rebeca Andrade foi ovacionada pelo público em Roterd — Foto: Créditos: MeloGym/CBG

Depois, as brasileiras foram para as barras assimétricas. Thaís abriu o aparelho com 12.466, nota maior do que nas classificatórias e com duplo carpado cravado na saída (12.200). Lorrane acertou sua série e fez 13.533 (13.700) e Flávia, com problemas na saída, somou 13.133 (13.300). No total, o Brasil fez 39.132 neste aparelho (39.200) e se manteve na sexta colocação geral.

A final se encerrou na trave para o Brasil. Thais perdeu algumas ligações e deu um passo grande na saída, somando 13.033 (13.500). Flávia, que havia arrasado na classificação com 14.400, teve desequilíbrios e somou 14.066. E Rebeca também teve alguns desequilíbrios, mas acertou exercício que ela tinha errado na qualificação. Conseguiu 13.433 (13.033) e o Brasil totalizou 40.532 (40.933), subindo para a quinta colocação.

Lorrane Oliveira nas paralelas, durante a final por equipes do Campeonato Mundial de Ginástica Artística — Foto: Créditos: MeloGym/CBG
Lorrane Oliveira nas paralelas, durante a final por equipes do Campeonato Mundial de Ginástica Artística — Foto: Créditos: MeloGym/CBG

Mais finais

No masculino, a equipe brasileira não chegou à final, disputada na terça-feira. Nesta quinta, será disputada a final do individual geral masculino. O Brasil não tem representantes classificados. A seleção masculina não avançou para nenhuma final neste Mundial. Mas o Brasil ainda tem chance de conquistar medalhas individuais. Nesta sexta-feira será disputada a final do individual geral feminino, e o país será representado por Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira. Elas se classificaram em 12º e 22º, respectivamente — foram as únicas brasileiras que competiram nos quatro aparelhos.

Flávia Saraiva arrasou na trave, no Campeonato Mundial de Ginástica Artística — Foto: Créditos: MeloGym/CBG
Flávia Saraiva arrasou na trave, no Campeonato Mundial de Ginástica Artística — Foto: Créditos: MeloGym/CBG

A maior esperança brasileira, no entanto, está na final do salto, com Rebeca Andrade, que é favorita. Maior medalhista olímpica do país, a ginasta obteve a melhor nota no aparelho (14,533) nas classificatórias. Ela fez um Yurchenko com dupla pirueta (14.400 pontos) e um Lopez (14.266), totalizando 14.533 com bonificação. Na final por equipes ela repetiu o Yurchenko com dupla pirueta e obteve a mesma nota (14.400 pontos).

Para a decisão do aparelho, ela pode tirar do chapéu o Cheng, salto que lhe deu o ouro em Tóquio-2020, no Mundial de Kitakyushu-2021 e no Mundial de Antuérpia-2023, além de bronze por equipes em Paris-2024 e prata na mesma Olimpíada.

Rebeca e o treinador devem avaliar se vale a pena fazer o Cheng, uma vez que ela pode ficar com o ouro com o salto da classificatória e da final desta quarta-feira. A ginasta se sente mais à vontade para executar este salto do que o Cheng.

Além dela, Flávia, ouro na trave na etapa de Szombathely, na Hungria, é mais uma candidata ao pódio. Na classificatória, ela foi a terceira (14,400), atrás das chinesas Qingying Zhang (15,100) e Qiyuan Qiu (14,966). A final deste aparelho será disputada no domingo.

BS20261021195238.1 – https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2026/10/21/china-desbanca-eua-e-vence-final-por-equipes-do-mundial-de-ginastica-artistica-em-roterda.ghtml

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