
Embraer entrega 65 aeronaves entre abril e junho, melhor resultado em 16 anos
Fabricante brasileira de aeronaves já soma 109 modelos produzidos em 2026

Brasil propõe reduzir alíquotas para produtos de setores dominados pelos EUA para evitar tarifaço

O governo brasileiro decidiu apresentar aos Estados Unidos um pacote de medidas que pretende adotar para contemplar os seis temas apontados na conclusão da investigação da gestão de Donald Trump com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana com sugestão de adoção de tarifas de 25% sobre produtos do país.
As iniciativas são chamadas internamente de “mapa do caminho” e visam dar um caráter objetivo para as negociações e evitar a influência de fatores políticos. O prazo para que o governo dos Estados Unidos decida se adotará ou não as tarifas termina em 15 de julho.
De acordo com um integrante do governo brasileiro, as medidas não atendem necessariamente as demandas dos americanos. O principal argumento da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o tarifaço é que os EUA possuem superávit comercial em transações comerciais com o Brasil, o que torna as sanções sem sentido.
Mesmo assim, há uma disposição de mostrar que há empenho em negociar. Um grupo de auxiliares de Lula acredita que o tarifaço será implantado porque os americanos não teriam interesse em entregar uma vitória política ao presidente brasileiro às vésperas da eleição.
A ideia de adiamento da decisão foi apresentada em documento enviado pelo senador e pré-candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro, ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), órgão responsável pela investigação comercial. Um cenário visto como possível seria a postergação das tarifas. Já o convencimento de que o tarifaço não deve ser implantado não é considerado viável neste momento.
Algumas medidas propostas pelo Brasil no “mapa do caminho” já vinham sendo planejadas pelo governo. Um exemplo citado hipoteticamente é a adoção de novas iniciativas para reduzir ainda mais o desmatamento. Na conclusão da investigação, o USTR diz que o país deve ser taxado porque o desmatamento aumentou, mas embasa essa afirmação em dados de 2021. A gestão atual tem apontado que, depois que Lula voltou ao poder, a derrubada de vegetação caiu.
A proposta brasileira mais substancial é a de redução de tarifas para a importação de produtos de setores que são dominados pelos EUA, como máquinas, equipamentos na área da saúde e tecnologia da informação. As medidas estão sendo discutidas nas reuniões entre o ministro da Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, e o chefe da USTR, Jamieson Greer.
Nesta quinta-feira, os dois tiveram a quinta reunião desde que o grupo de trabalho para discutir a questão tarifária entre os dois países foi criado após a visita de Lula a Trump na Casa Branca em 7 de maio.
“Na reunião de hoje, seguimos debatendo as relações econômico-comerciais entre Brasil e Estados Unidos, contemplando analise concretas para os seis temas suscitados no contexto das investigações em curso no âmbito da Seção 301: comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal”, afirma a nota divulgada pelo Ministério da Indústria e Comércio nesta quinta-feira.
Ainda segundo integrantes do governo, há pontos citados pela investigação americana, como Pix, que são inegociáveis. O USTR argumenta que o Brasil utiliza políticas desleais para favorecer o Pix em detrimento de empresas de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos. Os questionamento ao Pix foram feitos dentro do tema “comércio digital”.
BS20260703063009.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/03/governo-brasileiro-sugere-medidas-para-contemplar-americanos-em-negociacao-para-impedir-tarifaco.ghtml

Fabricante brasileira de aeronaves já soma 109 modelos produzidos em 2026

Mudança para formato alfanumérico vale somente para novos registros; novo modelo é necessário para ampliar a quantidade de combinações disponíveis

Pagamento será realizado em 15 de julho e deve alcançar quatro milhões de contribuintes, com um valor total de R$ 500 milhões em restituições

Setor ficou sem benefícios que estavam previstos em programa do governo, que não foi aprovado pelo Congresso
