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Banco já havia sido alvo de operação do MP na sexta-feira passada para apurar descontos irregulares em salários de servidores

O Banco de Brasília (BRB) afastou três funcionários que foram alvo de operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta terça-feira por suspeita de envolvimento em um suposto esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do governo do Distrito Federal. Segundo as investigações, associações firmavam contratos para autorização de débitos automáticos sem comprovação adequada da autorização dos beneficiários.
De acordo com a PCDF, em diversos casos analisados, as vítimas relataram não ter autorizado os descontos. A apuração indica que mais de 3.500 contas podem ter sido prejudicadas, com uma estimativa inicial de impacto de R$ 5 milhões.
Em nota, O BRB afirma que a investigação foi iniciada após apuração interna do próprio banco, que comunicou as irregularidades identificadas às autoridades.
“Como medida administrativa, 3 empregados foram afastados de suas funções, até a conclusão das investigações e a verificação de eventual responsabilidade”, escreve o BRB.
Na operação desta terça-feira, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, três mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais, incluindo Belo Horizonte e Igaratinga.
No DF, as medidas aconteceram em regiões da capital como Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazilândia e Jardim Botânico. Entre os alvos estão sedes de associações investigadas por suposta participação no esquema.
Na nota divulgada hoje, o BRB afirma que as irregularidades identificadas “não dizem respeito à atual administração do BRB, e reforça que quaisquer fatos irregulares identificados serão punidos com os rigores cabíveis, dentro dos procedimentos normativamente estabelecidos.”
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) já havia realizado na última sexta-feira uma operação para apurar descontos indevidos na folha de pagamento de servidores do GDF. A ação atinge o Banco de Brasília (BRB), a Secretaria de Economia do DF, a empresa PicPay e o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev).
O PicPay disse não reconhecer “qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida” (confira a íntegra na nota abaixo). A Secretaria de Economia afirmou que a operação se refere a “fatos relacionados a acordos para concessão de empréstimos consignados firmados em período anterior”.
“A Secretaria esclarece que a investigação tem como objeto a conduta de agentes públicos e não a atuação institucional da Pasta”, pontuou.
”O PicPay reafirma seu compromisso com a estrita observância da legislação e da regulamentação aplicáveis aos setores financeiro e de meios de pagamento.
A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes, submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão.
O valor antecipado era disponibilizado diretamente no cartão do cliente, mediante solicitação realizada no aplicativo, sem intermediários ou associações, e sem cobrança nessa modalidade.
O PicPay mantém uma sólida estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, alinhada às melhores práticas de mercado e aos mais elevados padrões regulatórios.
A empresa seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação.”
BS20260623150844.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/23/brb-afasta-funcionarios-apos-operacao-da-policia-civil-sobre-descontos-irregulares-em-contas-de-aposentados.ghtml

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