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Bombeiros, policiais e voluntários estavam mobilizados em buscas por Roberto Farias Thomaz desde o réveillon
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“Se você vir o meu estado, você não acredita”, disse Roberto Farias Thomaz à irmã, em chamada de vídeo, após ser localizado no quinto dia de buscas no Pico Paraná. O jovem de 19 anos falou com a irmã, Renata, e contou a ela que estava bem, abrigado numa fazenda no município de Antonina. O rapaz era dado como desaparecido desde o réveillon, quando se perdeu de outras pessoas durante uma trilha pelo ponto mais alto do Sul do Brasil.
Segundo os parentes do rapaz, ele foi achado vivo e será encaminhado a um hospital da região.
“Encontramos o Roberto! Ele está vivo, está bem e estamos já o encaminhando pro hospital! Obrigado a todos os anjos que vieram aqui nos ajudar”, escreveu a família nas redes sociais.
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Na chamada de vídeo, Roberto disse o próprio nome e a data de nascimento, como prova de vida. Ele caminhou mais de 20 quilômetros até chegar à localidade de Cacatu.
— Estou cheio de roxo no corpo, com várias escoriações. Estou sem enxergar porque perdi meus óculos, sem bota, e só isso. Mas eu estou bem — disse ele à irmã. — Foi Deus.
Também pelas redes sociais, Raul Farias Batista, primo de Roberto, celebrou o resultado das buscas. “Acharam o Betinho! Obrigado, senhor!!!!”, escreveu.
A amiga que estava com ele na aventura disse, mais cedo, ter entrado em contato com a família do jovem e assumido o erro de deixá-lo para trás. Thayana Smith disse à Ric Record Paraná que Roberto estava acompanhado de outras pessoas e que não sabe como ele se perdeu.
— Esse foi meu erro. Eu conversei com família e eu assumo meu erro. Eu sei que errei nisso de ter deixado ele ter vindo sem mim, mas tinham outras pessoas com ele. Não tinha como se perder. Não sei o que aconteceu — disse ela.
Vídeos em que Thayana relatava o ocorrido viralizaram nas redes sociais. Ela foi criticada por deixar o amigo para trás na trilha e justificar a atitude por seu “estilo de vida”. Após o início das buscas por Roberto, a mulher publicou que obteve um “aprendizado” com a experiência: “nunca mais andar com alguém que não é experiente em trilhas, não é seu estilo de vida e não tem pique para isso”.
Em outra postagem, ela compartilhou a mensagem: “Interrogações, investigações, eita 2026 kkkkk. Feliz Ano Novo”, com um emoji de risada.
Parentes do jovem, mais tarde, pediram que internautas não fizessem suposições sobre a conduta da amiga e ressaltaram que o foco era localizar Roberto. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso.
Nos últimos dias, a família pediu a mobilização de montanhistas e trilheiros experientes da região para ajudarem a localizar o jovem de 19 anos. Em postagens nas redes sociais, os parentes avisaram aos seguidores que não há qualquer campanha de arrecadação de dinheiro para o resgate e alertaram sobre possíveis golpes na web.
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Thayana Smith gravou vídeos nas redes sociais relatando o ocorrido. Segundo ela, chegou ao acampamento 1 por volta das 7h50, dormiu e, cerca de uma hora depois, foi alertada por outros trilheiros de que Roberto poderia estar perdido.
“Eles perguntaram sobre o Roberto, eu disse que ele estava vindo atrás. Daí eles falaram que ele deveria estar perdido. Nos preparamos em 15 minutos e fomos atrás dele. Passamos sede, fome, tivemos que nos ajoelhar para tomar água de lama porque gritamos muito. Chegou um momento que estávamos muito cansados, e os bombeiros mandaram a gente voltar para não sermos outras vítimas”, relatou.
Testemunhas ouvidas pela Ric Record afirmaram que houve um desentendimento entre os dois durante a trilha, após uma brincadeira do jovem que não teria agradado a amiga. Em entrevista à emissora, Thayana confirmou que chegou antes ao acampamento, mas disse que Roberto vinha logo atrás. “Eu fico com pensamento ruim por ter deixado ele para trás. Se eu não tivesse me separado, talvez não teria acontecido isso, porque quem tinha mais experiência era eu”, declarou.
BS20260105173501.1 – https://extra.globo.com/brasil/noticia/2026/01/cheio-de-roxo-no-corpo-sem-oculos-sem-bota-jovem-grava-1o-video-apos-ser-encontrado-vivo-no-pico-parana.ghtml

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