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Nação asiática também restringe produtos avícolas catarinenses após caso em granja de perus no Oeste do estado

A China suspendeu as importações de carne de aves de Santa Catarina e manteve abertas as compras dos demais estados, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira. A restrição veio depois da confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba (SC). Segundo a pasta, a negociação conduzida pelo governo brasileiro levou Pequim a limitar o veto ao estado e evitou a suspensão das compras de todo o território nacional.
O México foi na direção oposta e suspendeu as importações de todo o Brasil. O veto mexicano atinge aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias e aves canoras, ornamentais, de rapina e de companhia.
O Chile restringiu apenas Santa Catarina, mas com uma lista mais ampla de produtos: ovos férteis, ovos SPF (livres de patógenos específicos), ovos para consumo, pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca de aves e produtos que a contenham.
O ministério diz que a situação dos demais mercados segue em monitoramento. O México foi o sétimo maior importador de frango brasileiro no ano passado, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A China é a maior importadora de carne de aves do Brasil, respondendo por cerca de 10% do total exportado, e tem aumentando o interesse no produto brasileiro. Entre janeiro e setembro deste ano, os chineses compraram 420.899 toneladas do Brasil, uma alta de 83,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando importou 228.862 toneladas, de acordo com a ABPA.
Nos primeiros noves meses do ano, as vendas para o mercado chinês totalizaram US$ 1,1 bilhão, alta de 111% na receita em relação aos U$ 547 milhões do ano passado, no mesmo período. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), entidade que representa o setor.
Já para o México, as vendas estão em queda. Neste ano, foram vendidas 170,9 mil toneladas entre janeiro e setembro ao mercado mexicano, queda de 155 em relação as 201 mil toneladas vendidas no mesmo período do ano passado. A receita com a vendas de carne de frango ao México caiu 23%, passando de US$ 489 milhões para US$ 377 milhões nos nove primeiros meses deste ano.
As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 500,3 mil toneladas em setembro, volume 3,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 482,3 mil toneladas, segundo a ABPA. A receita alcançou US$ 984,2 milhões, resultado 14,7% superior aos US$ 857,9 milhões registrados em setembro do ano passado.
No acumulado de janeiro a setembro, os embarques chegaram a 4,421 milhões de toneladas, crescimento de 14% em relação às 3,877 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada atingiu US$ 8,673 bilhões, avanço de 21% sobre os US$ 7,166 bilhões registrados no ano anterior.
No ano passado, a China interrompeu temporariamente a compra de carne de frango brasileiro (entre maio e novembro) após o único registro de Influenza Aviária na história da produção comercial brasileira, ocorrência superada no ano passado.
No levantamento das exportações por Estado, o Paraná manteve a liderança em setembro, com 199,7 mil toneladas, volume 9,5% superior às 182,3 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 111 mil toneladas (-4,8%, ante 116,7 mil toneladas); Rio Grande do Sul, com 67,9 mil toneladas (+4,2%, ante 65,2 mil toneladas); São Paulo, com 28,3 mil toneladas (-9,1%, ante 31,1 mil toneladas); e Goiás, com 27,2 mil toneladas (+25,8%, ante 21,6 mil toneladas).
O foco foi confirmado no drespondendoomingo por análise do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP). As amostras haviam sido coletadas em 21 de setembro, em aves sem sintomas, durante a vigilância ativa. A granja tem cerca de 6 mil aves, que serão sacrificadas.
O governo estabeleceu uma área de restrição de aproximadamente 10 quilômetros em torno do foco, que abrange Nova Itaberaba, Nova Erechim, Águas Frias e Coronel Freitas. Nesses municípios, 133 granjas passaram a ser monitoradas. Segundo o ministro da Agricultura, André de Paula, o consumo de carne de aves inspecionada não oferece risco.
Um acordo sanitário entre Brasil e China obriga o ministério a interromper preventivamente os embarques quando há doença infecciosa em aves. Cabe aos chineses decidir se a suspensão vale só para o estado afetado ou para o país inteiro. No episódio anterior, em julho de 2024, um foco em Anta Gorda (RS) paralisou as vendas. Cerca de um mês depois, a China voltou a comprar dos demais estados, mas o frango gaúcho só foi liberado em janeiro deste ano. A China é a maior compradora do frango brasileiro.
BS20261020160019.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/10/20/china-suspende-importacoes-de-carne-de-aves-de-sc-apos-foco-da-doenca-de-newcastle-mexico-barra-o-pais-inteiro.ghtml

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