CULTURA

Com entrada franca, ‘Resenha Favela Sounds’ celebra 10 anos no CCBB Brasília neste sábado

17 de setembro, 2026 | Por: CCBB /Brasília

Ingressos liberados nesta sexta (18)! Garanta sua vaga para a ‘Resenha Favela Sounds

Foto: Divulgação/ CCBB Brasília

Sobre o projeto

Resenha Favela Sounds surge a partir de convite do CCBB Brasília após o sucesso da edição 2025 do festival, sediada no Centro Cultural. Em formato pocket para 3000 pessoas, o evento sintetiza pesquisa sobre como as pontes ancestrais entre o Brasil e o continente africano reverberam na produção musical da cultura urbana e nas pistas de dança. O Favela Sounds investiga as confluências das diásporas africanas na música periférica brasileira desde sua fundação, em 2016.

Em sua primeira Resenha, o Favela reúne representantes do afrohouse, tecno, pop-punk experimental, tribal house, vogue/ballroom, amapiano, kuduro e, como não poderia faltar, o funk em suas mais recentes vertentes, do bolha ao submundo. A proposta é aproximar as performances do público, trazendo os DJs para bem perto, em um formato mais intimista do que o do festival habitual.

Resenha Favela Sounds inaugura, também, uma experiência inédita de horários no CCBB Brasília. Pela primeira vez, uma programação musical do centro cultural é apresentada das 22h até às 5h da manhã, levando a ocupação do espaço, que fecha geralmente às 21h, madrugada adentro. A proposta é criar uma atmosfera mais intensa e provocadora, em caráter de festa.

Artistas

Clementaum

A programação é encabeçada pela DJ paranaense, um dos nomes brasileiros em forte ascensão no circuito internacional da música eletrônica. Também conhecida como La Mayor, ela traz para a pista uma mistura de funk, techno, tribal e ritmos eletrônicos latinos. Nos últimos tempos, a paranaense tem ganhado grande destaque tanto no cenário nacional quanto no internacional, passando por eventos como Primavera Sound Barcelona, Unsound Festival e Sónar Lisboa, principalmente depois de sua participação na música “SEQUÊNCIA CUNT”, um dos hits do carnaval 2026, com Pedro Sampaio, Irmãs de Pau, Mc GW e Tasha Kaiala.

Katy da Voz e As Abusadas

Do Grajaú, em São Paulo, surgiram em 2019 e têm dado o tom da nova música LGBT no Brasil, em sonoridades que misturam funk, punk, pop e música eletrônica. O trabalho do trio é marcado pelo deboche e a experimentação e um de seus hits, “GORDINHA MAS TÁ BOM” furou a bolha das pistas nos últimos tempos, tornando-se hit na internet. Para a Resenha, elas devem trazer a recém-lançada “FRANKFURT”, faixa que transforma em sátira uma experiência traumática vivida durante uma tentativa frustrada de turnê pela Europa, em julho deste ano.

DJ K, O Bruxo

Também de São Paulo, natural de Diadema, é um dos principais expoentes do funk bruxaria, vertente do mandelão criada por ele e marcada por distorções, graves intensos e pelo característico “tuin”, que usa ruído agudo, estridente e contínuo. Tendo começado a carreira em 2019, aos 17 anos, no lendário Baile do Helipa, em Heliópolis, ele é referência de uma das sonoridades mais radicais do funk paulista contemporâneo e já se apresentou em festivais como o Dekmantel (Amsterdã) e no Boiler Room Los Angeles. Seu hype começa ao lançar “Pânico no Submundo”, álbum gravado em seu quarto em três dias, avaliado pelo importante site Pitchfork com nota superior a “Yellow Submarine”, dos Beatles.

Deejay Rifox

Fortalecendo pontes globais, a Resenha traz ao Brasil pela primeira vez o DJ e produtor de Lisboa com origens santomenses (São Tomé e Príncipe) em atividade desde 2015 e um dos grandes nomes da nova geração da música eletrônica na Europa. Seu trabalho mistura afrohouse, kuduro e batida, com produções de grande importância na renovação da música dos subúrbios lisboetas, marcada pelas fortes referências africanas. Em 2024, ganhou projeção com “Rebola Ti Txon”, parceria com sua mãe, Tia Vivix, e lançou o EP “Capital do Txilo”. Entre outros lançamentos estão o megahit “Tás a Tocar Bwe”, “Maz Sabi” e “Pam Pam Pam”.

Faizal Mostrixx

Representando a vibrante cena de música eletrônica de Uganda, país situado no coração africano, Faizal Mostrixx retorna ao Favela Sounds depois de impressionar o público em sua apresentação na edição de 10 anos, em julho deste ano. Radicado no Rio de Janeiro, o DJ, produtor, dançarino e coreógrafo mistura polirritmias do Leste Africano, afro-house, amapiano, footwork e eletrônica futurista em uma sonoridade que define como “tribal electronics”. O artista já se apresentou em festivais da importância do Boom Festival, em Portugal, Roskilde, na Dinamarca e Womad, no Reino Unido.

Moesha 13

Amplia o mapa sonoro da Resenha com o seu “gadjicore”, linguagem própria da artista que aproxima rap francês, hardcore techno, gabber, baile funk, kuduro, reggaeton, dembow e afrobeats. De origem malinesa e radicada em Marselha, na França, a DJ, produtora, cantora e rapper já passou pelo palco do festival Nyege Nyege, em Uganda, e por um dos espaços mais misteriosos da cena eletrônica global, o clube Berghain, em Berlim. Além disso, ela é DJ residente da rádio britânica NTS, plataforma fundamental para a cultura underground global.

SASKIAVIBES

Completando o line up, do Recanto das Emas, traz para a pista uma pesquisa centrada no funk e suas diferentes vertentes, do mandelão à bruxaria, atravessadas por club music, jersey club, drum and bass e vogue. Integrante dos coletivos Incubs Nation e Fluxo, a DJ e produtora já lançou músicas e sets por selos e plataformas da Espanha, Alemanha e Reino Unido e assina trabalhos autorais como Céu Vermelho e Mandelão Experimental.

Ônibus gratuito

Tal como no Baile do Favela Sounds, a Resenha oferece cinco rotas gratuitas de ônibus de RAs mais distantes da região central até o Centro Cultural, com inscrições prévias para acesso através das redes sociais do Favela Sounds, além de contar com uma linha de ônibus gratuito que liga o CCBB Brasília à Rodoviária do Plano Piloto ao longo de toda a noite.

Serviços

Resenha Favela Sounds

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul
Horários: 22h às 5h
Ingressos: Liberados no dia 18/09, a partir do meio-dia, pelo site e bilheteria física do Centro Cultural
Classificação indicativa: Livre

Ingressos

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