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País disse que decisão é temporária, depois de caso detectado na China As Filipinas suspenderam nesta sexta -feira (14) a importação de carne de frango do Brasil depois que uma cidade chinesa informou ter encontrado vestígios do novo coronavírus numa embalagem de asa de frango congelada vinda de um frigorífico brasileiro. A decisão foi publicada […]
As Filipinas suspenderam nesta sexta -feira (14) a importação de carne de frango do Brasil depois que uma cidade chinesa informou ter encontrado vestígios do novo coronavírus numa embalagem de asa de frango congelada vinda de um frigorífico brasileiro.

A decisão foi publicada pelo Departamento de Agricultura das Filipinas. O órgão informou que a medida é transitória, mas não detalhou por quanto tempo a proibição será aplicada. Segundo o governo filipino, a medida foi tomada por precaução e todo o frango importado pelo país é segura para o consumo.
Possível fonte da contaminação, a Cooperativa Central Aurora Alimentos reiterou o comunicado emitido ontem. A companhia informou não ter sido oficialmente notificada pelo governo chinês de qualquer contaminação em seus produtos, reiterando que, até agora, só tomou conhecimento do problema por meio de uma notícia veiculada na imprensa local da cidade de Shenzhen.
O Ministério da Agricultura do Brasil não emitiu nenhuma nota sobre a decisão do governo filipino. Ontem (13), a pasta informou ter pedido explicações ao governo chinês sobre o frango supostamente contaminado.
Por meio de nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também ressaltou não ter sido notificada pelos governos da China e das Filipinas. A entidade comprometeu-se a apoiar o Ministério da Agricultura na prestação dos esclarecimentos e reiterou que os exportadores brasileiros tomam todas as medidas para proteger os trabalhadores e garantir a ausência de risco dos produtos durante a pandemia.
A associação destacou não haver evidências científicas de que o vírus seja transmitido por carne congelada. O comunicado citou a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Fonte: Agência Brasil

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