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Em uma parceria da Emater com o Corpo de Bombeiros, as atividades ocorreram em várias comunidades Com o período de estiagem no Distrito Federal, que vai aproximadamente de maio a outubro, são comuns os incêndios em áreas rurais e de proteção ambiental, prejudicando produtores de várias regiões. De olho nesse problema, a Emater-DF e o […]
Em uma parceria da Emater com o Corpo de Bombeiros, as atividades ocorreram em várias comunidades
Com o período de estiagem no Distrito Federal, que vai aproximadamente de maio a outubro, são comuns os incêndios em áreas rurais e de proteção ambiental, prejudicando produtores de várias regiões. De olho nesse problema, a Emater-DF e o Corpo de Bombeiros, por meio da Secretaria de Meio Ambiente do DF (que coordena o Plano de Prevenção de Combate a Incêndios Florestais – PPCIF), se organizaram para ministrar cursos de combate e prevenção a incêndios em áreas rurais. As atividades já aconteceram em várias comunidades e o último está previsto para sexta-feira (19), no Núcleo Rural Jardim, na Região Administrativa do Paranoá.

De acordo com a engenheira ambiental Anne Caroline Borges, a Emater-DF conhece de perto as demandas dos produtores. “Todos os anos, as queimadas prejudicam lavouras e produções, trazendo prejuízos ao nosso público. Mas existem formas de prevenir esse problema, por isso oferecemos essas oficinas”, adianta a extensionista da empresa.
Na última semana, a atividade ocorreu na chácara do produtor Josafá Teixeira Cavalcante, que fabrica cachaça no Núcleo Rural Capão da Onça, no Paranoá. Em 2021, ele perdeu 60% da produção de cana. “Foi um prejuízo grande”, lamenta. Já o agricultor Alexandre Tokimasi, que cria cabras e ovelhas na mesma região, teve metade do pasto perdido com o fogo. “Tive que comprar ração para os animais durante seis meses”, relata.
Durante a palestra, os bombeiros deram dicas sobre as primeiras providências a serem tomadas em caso de fogo nas áreas rurais. “É importante que o combatente esteja vestido com calça comprida e camisa de manga também comprida e, se possível, uma camisa cobrindo o rosto — ou mesmo uma balaclava”, ensinou o sargento Rocha. A palestra contou também com uma parte prática, onde os participantes aprenderam a forma correta de usar equipamentos básicos.
O uso de ferramentas como abafadores, sopradores e tanques de água também ajuda. “Mas essas ações são apenas para se evitar o pior. Os bombeiros devem ser chamados sempre”, ressaltou o aspirante a oficial Davi Maciel, do Grupamento de Prevenção Ambiental dos Bombeiros.
Segundo a corporação, a maioria dos incêndios em áreas rurais e florestais são criminosos. A lei 9605/1998 define que a prática desse crime rende multa e reclusão de dois a quatro anos.
*Com informações da Emater

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