
Fraudes no INSS: dirigente de entidade que estava foragido se entrega à PF e é preso
Presidente da Conafer estava foragido desde novembro do ano passado, após ser alvo da nona fase da Operação Sem Desconto
Ministro do STF afirmou que, em razão de sua função, não pode participar de “apaixonados debates públicos” e por isso acompanha “calado” e “perplexo” a exposição de “interpretações absurdas”

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quinta-feira que tem suportado “agressões e injustiças” após os novos desdobramentos da apuração sobre suposta perseguição a ele e sua família. Nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes determinou buscas contra um ex-secretário do Maranhão apontado como fonte do jornalista alvo da investigação por suposto monitoramento dos deslocamentos de Dino.
No Instagram, Dino afirmou que, como ministro do STF, não pode participar de “apaixonados debates públicos” e por isso acompanha “calado” e “perplexo” a exposição de “interpretações absurdas”. “Em outras funções podia me pronunciar abertamente, com mais frequência. Agora isso pode até acontecer, mas muito excepcionalmente”, afirmou.
“De todo modo, a minha biografia e a minha atuação profissional, em 37 anos de serviço público, são a minha maior defesa”, completou o ministro.
A operação da Polícia Federal que cumpriu buscas e apreensões em endereços do delegado aposentado Raimundo Cutrim, ex-secretário estadual do Maranhão, teve como base trocas de mensagens entre ele e o jornalista Luís Pablo Almeida sobre veículos utilizados no estado por Dino.
Para entidades que representam a imprensa, na decisão em que autoriza a ação, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso a Corte, ignorou o direito constitucional ao sigilo das fontes jornalísticas.
A PF obteve os diálogos após uma primeira operação que mirou Luís Pablo, em março deste ano, também autorizada por Moraes. Na ocasião, foram apreendidos o notebook, dois celulares e um pendrive do jornalista. Os investigadores, então, passaram a analisar mensagens do WhatsApp do jornalista para identificar a fonte das informações usadas na reportagem.
Em seu despacho, Moraes também descreve diálogos de Luís Pablo com o advogado Diogo Diniz Lima, ex-secretário municipal de Urbanismo e Habitação de São Luís, também alvo da operação de terça-feira. A PF diz que Lima “parece orientar e direcionar Luís Pablo sobre o teor do que pretende ver publicado pelo jornalista”.
A decisão de Moraes ainda destaca que Lima teria feito uma transferência de R$ 100 mil a favor de Luís Pablo, mas por meio de depósito na conta de uma terceira pessoa. O dinheiro, de acordo com a PF, tinha como finalidade a compra de um imóvel rural para Luis Pablo.
“Chama atenção o fato de uma pessoa que direciona o teor de matérias jornalísticas de cunho político, aparentemente sempre buscando demonstrar aspectos negativos de determinada autoridade ou de grupo político, faça tal pagamento exatamente em benefício do jornalista responsável por tais publicações”, disse a PF.
Não há, na decisão, informações sobre a relação entre o pagamento e a publicação de reportagens ou entre o valor e Raimundo Cutrim, a fonte de Luís Pablo.
BS20260813123554.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/08/13/dino-ve-agressoes-e-injusticas-apos-operacao-da-pf-contra-fonte-de-jornalista-investigado-por-suposta-perseguicao-a-ele.ghtml

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