Novembro começa quente

Pesquisa realizada pelo DataFolha mostra que 54% dos caminhoneiros entrevistados manifestaram adesão à proposta de paralisação no próximo dia 01. O percentual é o maior dentro da categoria desde a greve durante o governo Temer, que levou ao desabastecimento e parou o país.  O novo aumento do combustível só colocou gasolina no segmento.

Novembro começa quente II

Para piorar, vazou troca de mensagem em grupo de WhatsApp, supostamente atribuído a donos de postos de combustível, onde estes, cientes da ameaça de paralisação, propõem restringir vendas e guardar combustível nas bombas, o que poderia provocar em alguns lugares o preço de até R$ 10 por litro, como chegou a ser cobrado na manifestação de 2018.

Novembro começa quente III

Pelo sim, pelo não, o governo local já determinou que a fiscalização fique atenta tanto aos postos que procurarem armazenar combustível quanto aos que escalarem os preços. Hoje, já há gasolina sendo vendida a R$ 7,20 em alguns postos.

Novembro começa quente IV

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico não há risco de desabastecimento em caso de paralisação, desde que, evidentemente, essa não dure mais do que quatro ou cinco dias. Quanto às tentativas de acalmar os caminhoneiros, nem a atuação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, até aqui tem funcionado. Uma nova rodada de negociações está prevista para quarta-feira.

Eventos aquecidos

Os segmentos de eventos está se preparando para viver quatro anos em dois, segundo as estimativas dos empresários do setor. O andamento das vacinações provocou a retomada de vários shows e espetáculos, principalmente pós virada de ano. Algumas festas de ano novo tradicionais, por exemplo, já estão com suas lotações esgotadas. O cenário só não é melhor porque os preços dos fornecedores também estão estratosféricos alimentados pelo dólar e pela inflação.

Eventos aquecidos II

Preocupa por exemplo a situação das bebidas atreladas ao dólar. Muitos empresários estão tentando comprar antecipadamente para assegurar preços mais baixos, de forma a compensar os valores obtidos com ingressos vendidos antes em eventos all inclusive.

Sem limites

O IPCA, medido pelo IBGE, chegou 1,20% no mês.  Essa foi a maior variação para um mês de outubro desde 1995 (1,34%) e a maior entre todos os meses do ano desde fevereiro de 2016, quando o índice foi de 1,42%. No ano o indicador acumula alta de 8,3% e de 10,2% nos 12 meses.

E a carne segue nas alturas

A esperança de que a restrição chinesa à carne brasileira provocasse uma queda no preço por aqui morreu antes que o boi gordo no pasto. Os preços até caíram no atacado, mas o varejo mantém a alta.

 

bsbagora@gmail.com

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