
‘Demorou muito para falar’: líder do PL na Assembleia do Ceará critica vereadora pivô de crise entre Michelle e Flávio
Silvana Oliveira avalia que manifestação tardia causou 'grande prejuízo' para a legenda

Defesa de Roberta Luchsinger afirma que apuração perdeu o objeto e diz que está sendo alvo de “fishing expedition” e devassa em sua vida pessoal

A empresária Roberta Luchsinger pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que encaminhe à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de arquivamento da investigação em que é alvo. Em petição apresentada nesta segunda-feira, a defesa sustenta que Roberta passou a ser investigada apenas por manter uma “amizade íntima” com o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e afirma que não há mais elementos que justifiquem a continuidade das apurações.
No pedido, os advogados afirmam que a hipótese inicial da investigação, de que pagamentos recebidos por Roberta teriam como destinatário final Lulinha, já foi afastada pelos próprios elementos reunidos pela Polícia Federal. Segundo a defesa, a manutenção das diligências representa uma tentativa de ampliar artificialmente o objeto do inquérito e pode produzir impactos políticos em pleno período eleitoral.
“A atração artificial da peticionária para o presente caso tem um motivo determinante: sua amizade íntima com o filho do atual presidente da República”, afirma a defesa. Os advogados sustentam ainda que a investigação passou a “criminalizar” uma relação de amizade estritamente pessoal e pública, sem apresentar qualquer elemento financeiro que a vincule ao suposto esquema investigado.
Roberta é investigada por supostos pagamentos recebidos do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado pela Polícia Federal como um dos operadores centrais das fraudes em descontos associativos. A defesa, porém, afirma que os valores recebidos decorreram de serviços de consultoria prestados para um projeto voltado à regulamentação do mercado de canabidiol no Brasil e que todos os pagamentos foram formalizados por contrato e notas fiscais.
Os advogados também sustentam que os depoimentos já colhidos na investigação corroboram a existência efetiva dos serviços prestados e reforçam que não há qualquer evidência de repasses financeiros para Lulinha. Segundo a petição, os próprios relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e os extratos bancários apresentados pela defesa não identificam uma única transferência entre Roberta e o filho do presidente.
Um dos principais argumentos apresentados à Corte é que a investigação teria extrapolado seu objeto original e passado a buscar novos fatos sem base concreta. A defesa afirma que, depois de não encontrar elementos que confirmassem a hipótese inicial, a Polícia Federal passou a avançar sobre a vida privada de Roberta, suas amizades e relações pessoais.
Na petição, os advogados classificam esse movimento como uma “fishing expedition” — expressão utilizada no direito para definir investigações genéricas realizadas na expectativa de encontrar algum elemento incriminador. Eles citam precedente do próprio STF para sustentar que esse tipo de prática é vedado e afirmam que a investigação deixou de buscar fatos relacionados ao suposto esquema do INSS para promover uma devassa na vida pessoal da empresária.
A defesa também afirma que a permanência da investigação pode favorecer novos vazamentos seletivos e ser utilizada politicamente durante a campanha eleitoral. Segundo os advogados, embora Lulinha não seja formalmente investigado, o caso envolve diretamente o filho de um dos principais candidatos à Presidência da República, o que exigiria maior cautela.
BS20260706230926.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/07/06/empresaria-pede-arquivamento-de-investigacao-no-stf-e-diz-que-so-e-alvo-por-ser-amiga-intima-de-lulinha.ghtml

Silvana Oliveira avalia que manifestação tardia causou 'grande prejuízo' para a legenda

Ex-ministro foi denunciado ao Supremo em março, mas processo está parado por dificuldades na citação da defesa

Ofício enviado ao STF afirma que pistola Glock calibre 9 mm e espingarda calibre 12 não estão sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília

Batalhão diz ao STF que duas armas não estavam guardadas na corporação
