
Gourmet Brasília
JK GOSTAVA DE FRANGO AO MOLHO PARDO
prato é a maior iguaria da culinária mineira e era destaque na mesa do fundador de Brasília

Estou de mudança. Eu disse ontem ao telefone tentando deixar algum prazo de entrega um pouquinho mais ameno. Achei graça ainda no meio da frase. Esse estou, tão pontual. Como se ontem ou amanhã eu não estivesse exatamente da mesma forma. Não seria a mudança a maior de todas as constantes desde o dia 1 […]
Estou de mudança. Eu disse ontem ao telefone tentando deixar algum prazo de entrega um pouquinho mais ameno. Achei graça ainda no meio da frase. Esse estou, tão pontual. Como se ontem ou amanhã eu não estivesse exatamente da mesma forma. Não seria a mudança a maior de todas as constantes desde o dia 1 de nossas vidas?
Ocorre que de amenas, as mudanças têm muito pouco. Não que sejam terríveis. De novo, mudança é constância. É prova de que estamos vivos. Mas é que essas, especificamente, essas que envolvem carretos, assinaturas de contrato, um revirar dos pertences, essas dão um trabalho danado.
Primeiro porque carregam em si um convite à revisão. Cada gavetinha aberta convoca para a memória do que fomos e, mais ainda, a escolha do que seremos a partir de agora. E como as caixas, todas elas, se dividem em dois grupo – as de deixar e as de levar consigo –, a convocação se repete desde o dia da decisão até aquele em que se muda definitivamente de CEP.
Segundo porque há de decorar o novo CEP. Os novos caminhos, o novo jeitinho de torcer a chave, empurrando um pouco pra cima e depois pra baixo, que já era tão automático na casa anterior. Há de decorar o nome dos porteiros, se acostumar com o barulho dos novos vizinhos, com os nossos novos barulhos. Mudar faz barulho mesmo.
Terceiro porque o tempo das coisas nem sempre combina com o nosso tempo. Fogão, geladeira, máquina de lavar? Chegam em 6 dias útei. As cadeiras em 20. A cama das meninas, disponível para pronta entrega (!), estará lá no dia 8 de dezembro. E é outubro ainda. O moço do box pode começar na quarta, o pintor começou antes de eu contar o que eu precisava pintar. Os travesseiros chegaram na casa velha porque eu esqueci de editar o endereço.
Fico cansada só de pensar. Mas sigo mudando. E digo que nem precisaria listar as primeiras, segundas ou terceiras razões que explicam o porquê da mudança. Já estão postas e são as mesmas que tornam o processo intenso e, por isso, bem vindo e grande: o convite à revisão, o novo endereçar-se e o desencontro/encontro com tempo. Sigamos, sempre, de mudança. Boa semana queridos.
Roberta D’Albuquerque é psicanalista, autora de Quemmandaaquisoueu – Verdadesinconfessàveissobre a maternidade e criadora do portal A Verdade é Que…

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