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Ex-secretário tem se manifestado contrário à hipótese de dividir espaço na chapa majoritária com o senador Carlos Viana

Com a posição da federação União Progressista em disputa em Minas Gerais, a movimentação recente pela candidatura ao Executivo de Marcelo Aro (PP), ex-secretário da Casa Civil de Romeu Zema (Novo), é vista pelo entorno do atual governador Mateus Simões (PSD) como uma tentativa de tensionamento para que ele seja lançado como candidato único ao Senado na chapa majoritária. A articulação também abre uma nova possibilidade para a definição do caminho que será seguido pelo PL no estado.
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Sugerida em entrevista ao GLOBO por Valdemar Costa Neto, que comanda o diretório nacional do PL, a hipótese de Aro disputar o Executivo também tem circulado entre integrantes da federação desde o início da semana. Por trás da negociação, argumentam interlocutores, há a resistência à possibilidade de o ex-secretário precisar dividir espaço na chapa de Simões com o senador Carlos Viana (PSD).
Inicialmente, o governador reservava espaço na sua composição para as indicações ao Senado de Aro e de um nome do PL. A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, no entanto, fechou uma aliança com o Republicanos e aguarda o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) decidir se sairá candidato ao governo ou não. O partido também tem como opção o lançamento de uma chapa própria encabeçada pelo empresário Flávio Roscoe (PL) ou por Vittorio Medioli (PL), ex-prefeito de Betim.
Com o espaço em aberto na chapa de Simões, Viana, filiado ao PSD em abril, tem se colocado disponível para preencher o posto e espera ser anunciado como integrante da composição na convenção do partido, marcada para o dia 2 de agosto. O governador, por sua vez, tem mencionado somente Aro como candidato e não teria dado uma garantia ao senador de que ele seria lançado.
A movimentação de Viana, no entanto, desagrada o ex-secretário, que tem ameaçado o desembarque da chapa de Mateus, levando consigo o apoio da federação União Progressista, caso o parlamentar concorra na chapa. Por trás da resistência, o entorno do governador argumenta que o ex-secretário não deseja dividir os votos dos eleitores da centro-direita com o senador em uma eleição que já será polarizada no estado.
—- Não estarei na mesma chapa que ele [Carlos Viana]. Já deixei isso muito claro e é a minha posição —- Como o PSD vai ter a vaga de governo e de Senado? E o União e o PP, que são dois partidos, vão ter uma vaga na chapa? Essa equação não fecha.
Aliados também atribuem a recente troca da data da convenção da federação União Progressista — inicialmente marcada para 1 de agosto e remarcada para 3 de agosto, dia seguinte do encontro do PSD —- como parte da estratégia de Aro para pressionar Simões a deixar Viana de fora. Procurado pelo GLOBO, o ex-secretário não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue em aberto.
Em nota, a campanha de Simões afirmou que “o governador está concentrado na agenda de trabalho e em diálogo com os partidos aliados”. “As definições sobre composição de chapa, alianças e candidaturas serão tratadas no momento adequado pelos partidos envolvidos”, acrescentou o comunicado.
BS20260723201608.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/07/23/entorno-de-simoes-ve-articulacao-por-candidatura-aro-ao-governo-de-mg-como-pressao-para-indicacao-unica-para-o-senado.ghtml

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