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Via de quase 400 km da BR 116 conecta São Paulo e Curitiba e é essencial para escoamento de produção agrícola e industrial entre as regiões Sul e Sudeste

A EPR, que administra rodovias no Paraná e em Minas Gerais, venceu na tarde desta quinta-feira o leilão de concessão da Rodovia Régis Bittencourt, trecho de quase 400 km da BR-116 que conecta Curitiba (PR) e a capital paulista. O desconto no preço de pedágio ofertado pela companhia foi de 22,53%, superior os percentuais oferecidos pelas rivais Arteris e Motiva. A outorga é de R$ 120 milhões.
O certame aconteceu no modelo de “leilão simplificado” do governo federal. Ganhava a disputa a empresa que oferecesse a menor tarifa de pedágio. A rodovia tem seis praças de cobrança, com tarifa de R$ 4,30 para carros.
A Arteris, atual concessionária da Régis Bittencourt, ofereceu desconto de 0,01% no pedágio, enquanto o deságio ofertado pela Motiva foi de 12,10%.
— Ficamos muito honrados com esse resultado. A concessão irá proporcionar novo patamar de mobilidade. É um eixo fundamental para conexão com os portos de Santos e Paranaguá, com papel essencial para a competitividade do país. A Régis Bittencourt passará por uma efetiva modernização em seus 383 km, fazendo com que esse corredor seja cada vez mais seguro, eficiente e preparado para o futuro — celebrou José Carlos Cassaniga, diretor-presidente do grupo EPR.
Atravessando 16 municípios paulistas e paranaenses, a Régis Bittencourt é um dos principais corredores logísticos do país, sendo essencial para o escoamento de produção agrícola e cargas manufaturadas entre as regiões Sul e Sudeste.
Cerca de 29 mil veículos trafegam pela via diariamente, principalmente ônibus e caminhões.
Atualmente, a rodovia é administrada pela Arteris. A concessão começou em 2008 e terminaria em 2033, mas foi repactuada como um dos contratos “estressados” do governo federal, aqueles com graves desequilíbrios financeiros ou operacionais.
Passando por desequilíbrios financeiros, a concessionária pediu à ANTT, em 2024, a remodelação do contrato, o que foi aprovado pela agência reguladora e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
O novo contrato com a EPR, com duração de 15 anos, prevê R$ 7,2 bilhões em investimentos e melhorias operacionais ao longo da concessão. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), entre as intervenções previstas para a nova concessionária estão:
27 correções de traçado
68,91 quilômetros de faixas adicionais
32,80 quilômetros de vias marginais
14 pontos de ônibus
32,8 quilômetros de ciclovias
18 passarelas
19 passagens de fauna
91,4 quilômetros de iluminação em trechos de serra
13 melhorias de interseções
duas melhorias de acesso
quatro obras de macrodrenagem
BS20260723172251.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/23/epr-sera-a-nova-concessionaria-da-rodovia-regis-bittencourt.ghtml

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