Equatorial é o investidor de referência finalista na privatização da Copasa
5 de junho, 2026
| Por: Agência O Globo
A Aegea, que participaria do trâmite em consórcio com seus acionistas, desistiu de participar
Equatorial é anunciado como invesidor de referência finalista no processo de privatização da Copasa, estatal mineira de saneamento – Foto: Divulgação/Copasa
O Grupo Equatorial foi anunciado como investidor de referência finalista no processo de privatização da Copasa, a estatal de saneamento de Minas Gerais, segundo comunicado divulgado ao mercado na noite desta quarta-feira.
A companhia, por meio da Gerais Saneamento S.A., apresentou uma proposta de R$ 49,03 por ação, valor acima do preço mínimo estabelecido pelo processo, que era de R$ 47,23. Com a saída do consórcio Livorno Participações — que reunia a Aegea e seus acionistas — não houve outras ofertas.
A proposta apresentada pelo Equatorial totaliza R$ 5,59 bilhões, considerando a aquisição de 30% do capital da estatal mineira. O grupo, no entanto, também manifestou o desejo de levar outros 12,6% na oferta profissional, o que elevaria o montante a R$ 7,94 bilhões.
O Livorno — formado pelos acionistas de referência da Aegea, Itaúsa, GIC, o fundo soberano de Cingapura, e Equipav, além da própria companhia de saneamento — decidiu não apresentar nova proposta pela fatia de 30% no capital da Copasa, após as mudanças nas condições do trâmite anunciadas pela estatal no último dia 28 de maio. A decisão consta de comunicado da Itaúsa divulgado na noite desta quarta-feira.
A estatal alterou o prospecto de privatização depois de receber ofertas com valores abaixo do piso fixado pelo Palácio Tiradentes, ficando o preço mínimo em R$ 47,23 por ação. Segundo relatório elaborado por analistas do Santander, as propostas inicialmente recebidas pela fatia de 30% do capital da estatal mineira ficaram 5% menores que o buscado pelo Estado de Minas Gerais.
As ações da Copasa saltaram 13,34% nesta quarta-feira, fechando a R$ 60.
Houve dois ajustes nas condições do processo de privatização. Um foi a fixação do preço mínimo da oferta. Depois, a quantidade máxima de ações que poderá ser ofertada foi reduzida de 19,13 para 19,03 milhões, devido a bloqueios judiciais de 46,7 mil ações do Governo de Minas Gerais.
O processo de privatização da Copasa busca — a exemplo do que foi feito na Sabesp — um investidor de referência, que deve adquirir 30% do capital. Depois, haverá uma oferta pública secundária de ações, quando esse acionista poderá ampliar sua fatia na empresa para até 45%.
O objetivo é reduzir a participação do Estado de Minas Gerais dos atuais 50,03% do capital da estatal para 5%, ou mesmo quase zerar essa fatia, caso seja realizada a oferta adicional.