BRASÍLIA

Escola Classe Porto Rico oferece educação de qualidade para mais de 500 estudantes

11 de janeiro, 2026 | Por: Agência Brasília

Unidade foi inaugurada com novas salas de aula, quadra poliesportiva, obra que se arrastava desde 2014

Vinte salas de aula, quadra poliesportiva, parquinho infantil, pátio, estacionamento e muito mais: o que antes era um sonho distante hoje é realidade para a Escola Classe 01 Porto Rico, em Santa Maria. A reforma da unidade foi iniciada em 2014 e permaneceu sem avanços até 2019, quando foi destravada por este Governo do Distrito Federal (GDF). O espaço foi devolvido para a população em 15 de abril de 2021, 11 meses após a retomada da obra, em março do ano anterior, voltando a ser palco de transformação social e educação de qualidade.

Atualmente, são atendidos mais de 500 estudantes a partir de 6 anos em período integral, com quatro refeições diárias, nos anos iniciais do ensino fundamental. Segundo a diretora da unidade, Zeneide Araújo, a cobertura só é possível graças à ampliação do equipamento, uma demanda antiga da comunidade que faz diferença na rotina escolar.

A diretora Zeneide Araújo destaca que a reforma na escola levou benefícios para a comunidade como um todo | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília

“Traz um impacto positivo porque oferecemos um ambiente limpo, organizado, para o desempenho pedagógico e bem-estar dos nossos alunos, além do trabalho dos professores e demais servidores que estão inseridos no processo de aprendizagem”, comenta a diretora. “Hoje temos uma quadra para aulas de educação física e recreação dos alunos, um parquinho, salas de aula amplas e arejadas, cozinha e refeitório para a alimentação das crianças. Tudo isso veio para benefício da comunidade.”

Os serviços foram executados com investimento de R$ 1,6 milhão por meio de licitação promovida pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). O primeiro certame foi lançado em 2014, mas o contrato foi rescindido dois anos depois por problemas financeiros. A segunda licitação ocorreu em 2017, com prazo de finalização para janeiro de 2018. Mais uma vez, não houve sucesso, e o contrato foi rescindido, com aplicação de multa. A companhia que saiu como segunda colocada na licitação negou a convocação, e foi preciso um terceiro concurso em 2019.

O chefe da secretaria da escola, Henrique Albuquerque, que acompanhou cada etapa da empreitada, alega que, devido à lentidão, a obra prejudicou o aprendizado dos estudantes. A circulação de máquinas e de operários no espaço reduziu as atividades escolares, e o período integral ficou suspenso. “Algumas empresas assumiram, mas não continuaram. Foi bem difícil trabalhar nesse período com obras”, relata.

A área construída da escola é de 1,3 mil metros quadrados, divididos em seis blocos

Até que, em abril de 2020, finalmente, a população viveu um recomeço. Sob a gestão deste GDF, os trabalhos ganharam fôlego e foram finalizados em menos de um ano. “Ganhamos muito espaço e também conseguimos ampliar muito o número de matrículas. Temos um retorno positivo por parte dos pais. A escola é muito procurada, tem muita demanda por novas vagas”, comenta Albuquerque.

A área construída é de 1,3 mil metros quadrados, divididos em seis blocos. A infraestrutura inclui quadra coberta, parquinho, pátio, estacionamento, biblioteca, sala de artes, sala de informática, sala de recursos e espaços convencionais, como cozinha, refeitório, banheiros e sala de professores. Os recursos foram provenientes do orçamento da Secretaria de Educação (SEEDF) e de emendas parlamentares da deputada distrital Jaqueline Silva e da deputada federal Érika Kokay.

Mais conforto, mais aprendizado

Regis Cardoso tem dois filhos na EC 01 Porto Rico: “O colégio estava abandonado, com obras paradas, mas este GDF veio e cuidou com carinho”

A EC 01 Porto Rico foi fundada em 2009 em caráter provisório e já recebeu milhares de estudantes, que aprenderam a ler, a escrever e, principalmente, a sonhar com apoio do equipamento. Entre os discentes, estão os filhos do cobrador e líder comunitário Regis Cardoso, 49 anos.

“Meu filho David Gabriel fez o ensino fundamental aqui, vai concluir o ensino médio e, se Deus quiser, vai para a faculdade. Atualmente eu tenho a Maria Clara, de 8 anos, que chegou com dificuldade em aprender a ler e escrever e hoje já está bem melhor”, conta Regis. “O colégio estava abandonado, com obras paradas, mas este GDF veio e cuidou com carinho. É fantástico saber que as crianças podem jogar uma bola, dançar uma quadrilha, em uma quadra coberta, sem se preocupar com a chuva.”

Valentina Alves da Fonseca e Isabel Cristina Cardoso elegeram a quadra poliesportiva e a sala de leitura como os espaços preferidos delas na escola

A quadra poliesportiva e a sala de leitura, instalada em um dos blocos entregues em 2019, são os ambientes preferidos das estudantes Valentina Alves da Fonseca, 11, e Isabel Cristina Cardoso, 11. “Na quadra, a gente brinca, se diverte, e na sala de leitura podemos assistir a filmes, ler, fazer várias coisas”, afirma Valentina. Isabel completa: “A gente tem tempo para respirar depois das aulas, que são bem puxadas, lá na quadra, é um momento que temos para brincar e socializar”.

Outras intervenções também foram executadas nos últimos anos para manter a ordem e as boas condições da escola com recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf). A verba destinada é originária da SEEDF e de emendas parlamentares para uso autônomo da instituição.

Desde 2022, mais de R$ 92,5 mil foram recebidos e executados pela Escola Classe Porto Rico em diferentes ações, como pintura das salas de aula e regularização das paredes, instalação de arames cortantes na parte superior dos muro e manutenção da serralheira das janelas, além da pintura dos corredores, demais dependências internas, do muro e do pátio.

Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

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