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‘Está tudo destruído’, diz população após chuvas no Paquistão
30 de agosto, 2022
Tempestades torrenciais destruíram casas e inundaram plantações no país, levando milhões a ficarem desabrigados No pequeno vilarejo de Panjal Sheikh, no sul do Paquistão, chuvas torrenciais sem precedentes destruíram casas e inundaram plantações, levando moradores ao desespero. Após duas semanas de chuvas incessantes, só restam paredes danificadas e objetos flutuando na água marrom Fida Hussain/AFP – […]
Tempestades torrenciais destruíram casas e inundaram plantações no país, levando milhões a ficarem desabrigados
No pequeno vilarejo de Panjal Sheikh, no sul do Paquistão, chuvas torrenciais sem precedentes destruíram casas e inundaram plantações, levando moradores ao desespero. Após duas semanas de chuvas incessantes, só restam paredes danificadas e objetos flutuando na água marrom
Fida Hussain/AFP – 29.8.2022
Os moradores da localidade situada a menos de 25 km das margens do rio Indo, que atravessa o país de norte a sul, sofrem as consequências das chuvas de monção que afetaram um terço do Paquistão. As inundações, as piores dos últimos 30 anos, segundo as autoridades, afetaram desde junho dezenas de milhões de paquistaneses, deixaram mais de mil mortos e destruíram quase 1 milhão de lares
Fida Hussain/AFP – 29.8.2022
“Quando começou a chover, tudo começou a ser destruído”, disse no domingo à AFP o morador Mukhtiar Ahmed. “Enquanto corríamos para salvar as crianças de uma casa, outra estava caindo, depois outra e outra”, disse. “Todo o vilarejo foi arrasado”
Asif Hassan/AFP – 29.8.2022
Asif Hassan/AFP – 29.8.2022
Autoridades paquistanesas atribuem a devastação à mudança climática que está aumentado a frequência e intensidade dos fenômenos meteorológicos extremos em todo o mundo
Abdul Majeed/AFP – 29.8.2022
O poder do mal tempo em Panjal Sheikh surpreendeu Ghulam Rasool, de 80 anos. “Ouvimos um ruído muito alto de repente e não entendemos imediatamente o que estava acontecendo”, disse. O idoso pensou que a casa do filho havia caído e que os quatro moradores estavam mortos. Na verdade, era o som das torrentes de água
Abdul Majeed/AFP – 29.8.2022
Enquanto a família tentava em vão impedir que a água invadisse as terras, a filha de Rasool pariu. “Sentia dores, mas tinha medo de falar sobre isso. Até que contei para minha mãe”, disse Naheed Sheikh, de 30 anos
Asif Hassan/AFP – 29.8.2022
Sob uma chuva torrencial, a família conseguiu levá-la a um hospital precário onde foi submetida a uma cesárea. O calvário da mulher não terminou quando ela voltou para casa. “Estava meio dormindo […] quando sentimos que a casa começou a tremer”, disse à AFP. “Saí correndo com minha filha nos braços, quando as paredes começaram a cair”
Shahid Saeed Mirza/AFP – 29.8.2022
Após 13 dias de chuvas, Ghulam Rasool caminha pelo que restou do vilarejo, tropeçando nos escombros, pertences da família e pilhas de lenha com as quais ganhava a vida. Agora querem derrubar as frágeis paredes que ainda ficaram de pé para que não caiam sobre as pessoas. “Tudo está destruído. Nem sequer podemos cozinhar”, disse. “Estamos sofrendo muito e esperamos que alguém nos ajude”
Arif Ali/AFP – 29.8.202
Muitos sobreviventes das inundações como a enfrentada por Panjal Sheikh se deslocaram para a cidade de Sukkur com a esperança de receber ajuda. Alguns se refugiaram em barracas de plástico ao longo de uma rodovia, que balançam com a passagem de caminhões do Exército que distribuem sacos de trigo e abrigos de emergência
Shahid Saeed Mirza/AFP – 29.8.2022