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Estudo conjunto entre Unicamp e Embrapa mostra que, em um futuro próximo, o fenômeno ambiental afetará a produção de alimentos
O ano de 2023 foi o mais quente da História desde 1850, e especialistas já levantam a possibilidade de que 2024 termine ainda pior. Os recentes fenômenos climáticos têm afetado a população e os animais em todo o Brasil, que precisam enfrentar o tempo excessivamente seco e as altas temperaturas. Com as plantas não é diferente. As mudanças climáticas favorecem o crescimento de ervas daninhas, a incidência de pragas e doenças, a perda de nutrientes, a erosão e a diminuição da fertilidade do solo.
O estudo “Aquecimento Global e Cenários Futuros da Agricultura Brasileira”, colaboração entre Unicamp e Embrapa, mostra que, em um futuro próximo, o fenômeno ambiental vai afetar a produção de alimentos e obrigar a mudanças nas áreas de plantio, o que causa incertezas quanto à adaptação das plantas.
Enquanto isso, os produtores precisam adotar estratégias de cultivo resilientes e investir em tecnologias de mitigação de riscos. Empresas ligadas ao agronegócio têm buscado soluções e alternativas para reduzir os danos causados pelas altas temperaturas e baixa incidência de água.
– O estresse climático exige raízes mais bem desenvolvidas pelas plantas para maior aproveitamento de água e fertilidade do solo. Depois de muitas pesquisas, desenvolvemos um produto com uma tecnologia própria, que são indutores de enzimas e agem mitigando grande parte desse estresse climático sofrido pela planta – explica Alexandre Craveiro, cientista chefe e diretor de P&D da Fertsan, empresa brasileira de fisioativadores.
Além disso, a tecnologia dos produtos permite um melhor desenvolvimento dos caules, independentemente do espaçamento em campo, proporcionando à planta uma menor vulnerabilidade física. Outro ponto importante é que o quadro de estresse climático exige proteção mais intensa quanto a doenças.
Para utilização na soja, por exemplo, que é a cultura foco do momento, a Fertsan desenvolveu o FT Poly Campo que, além da diminuição de danos ocasionados pelo estresse climático, contribui diretamente para o aumento da produtividade, já que melhora a estruturação da planta e de suas estruturas reprodutivas.

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