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Programa da Secretaria de Relações Internacionais leva 20 alunos de área rural da cidade para conhecerem a embaixada do país sul-americano Esta quinta-feira (30) teve sabor especial para 20 estudantes de uma escola rural de Brazlândia. Acompanhados por dois professores, eles tiveram contato com a cultura, as curiosidades e a gastronomia do Suriname. A experiência […]
Programa da Secretaria de Relações Internacionais leva 20 alunos de área rural da cidade para conhecerem a embaixada do país sul-americano
Esta quinta-feira (30) teve sabor especial para 20 estudantes de uma escola rural de Brazlândia. Acompanhados por dois professores, eles tiveram contato com a cultura, as curiosidades e a gastronomia do Suriname. A experiência – promovida pelo Programa Embaixada de Portas Abertas (Pepa), realizado pela Secretaria de Relações Internacionais (Serinter) –, levou os alunos do Centro de Ensino Fundamental Incra 7 para uma manhã na embaixada do país sul-americano, no Lago Sul.
A embaixadora Angeladebie Roshni Annie Ramkisoen recebeu as crianças que, logo na chegada, tiveram o “passaporte mirim” carimbado com “autorização” para a viagem, que começou com os estudantes ouvindo dos funcionários da Embaixada do Suriname um resumo sobre a história e os costumes do país. O primeiro deles, sobre o nome do território, que é uma homenagem aos índios surinen, habitantes originais da região.
“Fico muito feliz em receber todos vocês aqui. Esta é a primeira vez que a embaixada abre suas portas para estudantes. Um caminho para que vocês conheçam um outro país, uma outra cultura”, afirmou a embaixadora.

Como aprender dá fome, os alunos também tiveram o momento do lanche. Já que haviam aprendido bastante sobre as comidas típicas do Suriname, eles mesmos colocaram a mão na massa e produziram dois pratos da gastronomia surinamesa: a saoto, uma sopa com arroz, frango, feijão e batata palha; e o bojo, um bolinho feito de mandioca com ameixa.
“Poder proporcionar essa experiência aos nossos estudantes é muito gratificante e este é um programa muito considerável da secretaria”, destacou o secretário de Relações Internacionais, Paco Britto. “Mas, além disso, também é uma grande oportunidade para as embaixadas, que ganham com essa troca, esse intercâmbio cultural com nossos alunos, nosso povo”, frisou.

Acostumados com a convivência harmônica com o meio ambiente – já que a área rural de Brazlândia tem a produção de hortifrutigranjeiros como sua principal fonte econômica –, os estudantes participaram de outra atividade que agradou em cheio: o plantio de mudas de tomate, pimenta e jiló.
O Brasil e o Suriname têm 24 acordos bilaterais assinados, sendo 19 em vigor. Os dois países mantêm cooperações em diversos temas, incluindo o compartilhamento de dados gerados pelo Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), investigação policial conjunta acerca do tráfico de pessoas e apoio técnico brasileiro para a exportação agrícola surinamesa a países caribenhos, entre outras iniciativas. No total, o Brasil conta com 70 projetos de cooperação bilateral com o Suriname.
Apesar de ter relações diplomáticas com todos os países caribenhos, o Brasil mantém embaixadas em apenas nove Estados dos países que formam a Comunidade do Caribe (Caricom), entre eles o Suriname.
O Pepa é uma ação alinhada com a política do governo de melhorar a educação primária do Distrito Federal, possibilitando aos estudantes o aprendizado acerca de história, geografia, cultura e línguas estrangeiras, assim como sobre carreiras e rotinas diplomáticas e consulares de diversos países, ao mesmo tempo que oferece às representações diplomáticas a oportunidade de conhecer e se aproximar das comunidades escolares das diferentes regiões administrativas do Distrito Federal.
*Com informações da Secretaria de Relações Internacionais

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