
Quem era Tássio Maia, ex-atacante do Botafogo que morreu após queda de muro no Rio
Ex-centroavante atuou profissionalmente por 17 anos, defendeu o clube carioca em 2015 e trabalhava em uma casa de eventos no bairro onde ocorreu o acidente

Presidente da entidade estuda vender participações de competições da Fifa para investidores privados; projeto enfrenta forte oposição

O plano da Fifa de vender participações comerciais de suas competições, dentre elas a Copa do Mundo, a investidores privados está movimentando os bastidores do futebol, com manifestações contrárias à ideia de diferentes federações. Para explicar melhor a ideia de negociar fatias dos torneios, o GLOBO separou os cinco principais tópicos da proposta de Gianni Infantino, presidente da entidade que gere o futebol mundial.
A Fifa pretende criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária responsável pela gestão comercial de competições como a Copa do Mundo, a Copa do Mundo de Clubes, o Intercontinental e torneios de base. O objetivo seria ampliar as receitas da entidade e atrair capital privado para as principais competições. A nova empresa teria valor de mercado estimado em US$ 20 bilhões, o equivalente a R$ 102,6 bilhões, e poderia negociar até 20% de participação a investidores privados para captar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões).
Segundo o jornal The Times, Infantino planeja vender a fatia a um grupo de investidores privados que inclui Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro e ex-conselheiro sênior de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Outros players importantes do mercado financeiro americano estão no projeto, como o JP Morgan, que vem atuando como assessor financeiro da Fifa e irá analisar toda proposta. A estruturação do projeto conta ainda com a participação de Greg Maffei, CEO da BANN Ventures e ex-presidente e CEO da Liberty Media, dona da Fórmula 1.
— O Fifa Forward Enterprise (FFE) é uma proposta, uma oferta. Ele faz parte de um processo democrático, um processo de consulta. Acima de tudo, representa uma oportunidade, não uma obrigação. Ele dá início ao processo de consulta. Se for aprovado pela maioria das nossas 211 Associações-Membro e pelo Conselho da Fifa, se trataria de uma subsidiária de propriedade e controle da FIFA, consolidando as operações comerciais e de eventos da entidade — explicou o presidente da Fifa.
— A empresa seria responsável pela comercialização e organização de todas as competições de propriedade da FIFA, bem como por patrocínios, direitos de transmissão, licenciamento e novos empreendimentos em benefício das 211 Associações-Membro da Fifa, desbloqueando um valor comercial até então não aproveitado — completou.
Conforme o comunicado publicado pela entidade, tanto o presidente da Fifa quanto a administração da Fifa “têm o dever de controlar o desenvolvimento deste projeto, com investidores externos tendo apenas uma participação minoritária — e não na Fifa, mas em uma subsidiária da Fifa”.
A entidade também manterá controle exclusivo sobre a FFE, como a organização das competições, o calendário internacional das partidas e todas as decisões regulatórias e esportivas. Ou seja, dessa forma, os investidores não teriam poder de definir mudanças na Copa do Mundo ou em outros torneios.
— Obviamente, a Fifa continua a administrar o futebol sem qualquer interferência externa. E os seus principais torneios sempre vão continuar. Mais receitas revertidas para as associações-membro significam mais investimentos em gramados melhores, seleções nacionais mais fortes e mais oportunidades para meninas e meninos em todo o mundo — garantiu Infantino.
— Nos preocupamos com todos, e os benefícios de investimentos contínuos já são visíveis: uma década de apoio crescente por meio do programa Fifa Forward ajudou nações como Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão a chegar à Copa do Mundo da Fifa pela primeira vez. Queremos ajudar a criar os novos “Cabos Verdes”.
Não. A aprovação do projeto depende dos votos da maioria das 211 associações-membro e do Conselho da Fifa. O plano foi apresentado por Infantino aos membros e conselheiros na véspera da final da Copa do Mundo, em um evento em Nova York. A Fifa garantiu que a participação dos investidores será sempre minoritária (entre 20% e 30% das ações).
Segundo o jornal The Telegraph, Infantino deu um prazo de 53 dias para que as 211 federações aprovem o projeto. Caso a proposta seja rejeitada, as associações que votarem contra poderão perder 75% do acesso ao modelo de financiamento. Em troca da aprovação, o presidente deve liberar até 10 bilhões de dólares (R$ 51 bilhões) a partir de 1º de janeiro de 2027, além de oferecer acesso a até 30 milhões de libras (R$ 205 milhões) por meio da FFE.
A entidade afirmou que a criação da companhia permitiria distribuir imediatamente 20 milhões (R$ 102,29 milhões) para cada uma das 211 associações que desejarem fazer parte do Fifa Fast Forward Programme (FFFP). Além de aumentar as receitas do programa nos próximos anos: 22 milhões de dólares (R$ 112 milhões) no ciclo 2031/2034 e 24 milhões de dólares (R$ 122,75) entre 2035 e 2038.
A iniciativa também é apontada como um passo importante para o futuro de Infantino após o fim de seu atual mandato. O dirigente é favorito para ser reeleito em 2027 e, segundo o jornal, poderá assumir o comando da nova empresa quando deixar a presidência da Fifa, em 2031.
Não. A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), Concacaf (Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), AFC (Confederação de Futebol da Ásia) e FA (Federação Inglesa) se posicionaram contrárias à proposta da Fifa. A entidade europeia foi a primeira a se manifestar e classificou a ideia como uma linha que “não deve ser ultrapassada”. Até a publicação desta reportagem a Conmebol não havia se manifestado.
— A alma e a governança do futebol não são ativos negociáveis, especialmente sem qualquer transparência sobre quem se beneficiará dos ganhos financeiros. O futebol não pertence a ninguém; não cabe à Fifa vendê-lo — afirmou a Uefa, na terça-feira, que depois ainda reforçou sua posição com outro comunicado divulgado no dia seguinte.
— Após conversar com diversos envolvidos no futebol, a Uefa sabe que há uma oposição significativa e crescente ao projeto da Fifa. A Fifa não pode continuar usando o nosso esporte para enriquecer a si própria e aos seus aliados. Podemos desenvolver o futebol da maneira correta. É hora de priorizar as associações, os clubes, as ligas, os jogadores e os torcedores — publicou a entidade.
A notícia do plano da Fifa não foi bem digerida pelos especialmente pelas federações europeias. Segundo a emissora inglesa Sky Sports, as federações debatem o possível boicote à Copa do Mundo de 2030, que acontecerá na Espanha, Portugal e Marrocos. Uma reunião virtual deve acontecer ainda esta semana para definir a estratégia contra a criação da empresa que comercializaria ações junto a investidores privados.
BS20260730070040.1 – https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2026/07/30/fifa-vai-vender-a-copa-do-mundo-entenda-em-cinco-pontos-a-proposta-de-infantino-para-o-torneio.ghtml

Ex-centroavante atuou profissionalmente por 17 anos, defendeu o clube carioca em 2015 e trabalhava em uma casa de eventos no bairro onde ocorreu o acidente

Entidade acusa jogadores de agressão e conduta antidesportiva após os incidentes na decisão entre Espanha e Argentina; AFA também responderá por uma série de infrações cometidas ao longo do torneio

Presidente da Fifa afirma que proposta ainda depende da aprovação das 211 federações e garante que a entidade manterá o controle sobre o futebol e suas competições

Camisa 10 confirmou sua aposentadoria da seleção brasileira, ontem, após jogo do Santos na Sul-Americana
