
Bolsonaro desiste de pedido a Nunes Marques para suspender pena por condenação na ação do golpe
Defesa atribui recuo a uma “reavaliação da estratégia” e diz que próximos passos ficarão a cargo dos advogados que atuaram na ação penal
Investigação foi aberta em abril após o senador associar o petista a crimes atribuídos a Nicolás Maduro

O senador e candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve prestar depoimento à Polícia Federal na tarde desta terça-feira no âmbito de um inquérito que o investiga por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O interrogatório foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte.
Na decisão, Moraes registrou que a defesa de Flávio pediu o adiamento do depoimento “sem apresentar qualquer comprovante da impossibilidade de agendamento” na data – o que levou o ministro a marcar a oitiva para hoje.
Segundo a assessoria do Supremo, o depoimento está mantido. Procurada, a defesa de Flávio não se manifestou se ele vai comparecer à PF hoje.
A investigação foi instaurada após Flávio publicar na rede social X um post em que associava o presidente Lula a crimes de tráfico internacional de drogas e armas, e lavagem de dinheiro. A mensagem foi publicada em janeiro quando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado por militares norte-americanos e levado a uma prisão nos Estados Unidos.
O ministério da Justiça, então, pediu a abertura de um inquérito por calúnia. Moraes instaurou o procedimento em abril após um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
Escreveu Flávio no post: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
A frase aparecia como legenda para uma montagem em que aparecia a foto de Maduro acompanhada da frase “CAYO MADURO – CAPTURADO”, ao lado da manchete “Governo Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro”.
Em junho, a PF concluiu o inquérito, dizendo que o senador cometeu calúnia ao extrapolar os limites da crítica política e fazer “falsa imputação de crime” ao presidente da República.
Segundo os investigadores, a mensagem deixa claro que o senador se referia ao instituto da colaboração premiada ao afirmar que Lula “será delatado”, sugerindo que o presidente teria participado dos crimes listados na publicação.
“Tendo em vista o teor da postagem (…), fica claro que o senador afirma que a delação seria feita por Nicolás Maduro e que, no entendimento do senador, os crimes pelos quais o presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem”, diz o relatório.
A PF também afirmou que a autoria da publicação é incontroversa, uma vez que a responsabilidade de Flávio pela postagem foi confirmada tanto por manifestações públicas do senador quanto pelos argumentos apresentados por sua defesa.
Na conclusão do inquérito, a corporação afirma que ficou caracterizado o crime previsto no artigo 138 do Código Penal (calúnia), com a causa de aumento aplicável por a ofensa ter sido dirigida ao presidente da República e praticada por meio que facilita sua divulgação.
BS20260728104204.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/07/28/flavio-bolsonaro-deve-prestar-depoimento-a-pf-em-inquerito-sobre-calunia-contra-presidente-lula.ghtml

Defesa atribui recuo a uma “reavaliação da estratégia” e diz que próximos passos ficarão a cargo dos advogados que atuaram na ação penal

Decisão será enviada imediatamente ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal para que o nome do ex-governador seja excluído das urnas eletrônicas e para que o acesso aos fundos de campanha seja suspenso

Cerimônia acontecerá na quinta-feira (24), a partir das 19h, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital e pelo YouTube

Solenidade reconhece profissionais, instituições, pacientes e familiares que contribuem para a promoção da saúde auditiva e para a inclusão de pessoas com deficiência auditiva no DF