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Vaga estava sem dono desde que Cláudio Castro desistiu oficialmente da disputa

O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) bateu o martelo e escolheu o senador Carlos Portinho como candidato do partido ao Senado no Rio. A vaga estava sem dono desde que Cláudio Castro, inelegível por causa da condenação no caso Ceperj e alvo de operações da Polícia Federal, desistiu. O comunicado do ex-governador tem cerca de um mês e meio, e havia ansiedade na sigla pela definição do substituto.
Nas últimas semanas, a disputa interna estava entre Portinho e o deputado federal Carlos Jordy, da ala “raiz” do bolsonarismo. Pesou a favor do escolhido a boa relação com prefeitos, que fizeram um movimento para que ele fosse o candidato.
A demora de Flávio vinha irritando o PL no estado, assolado por uma série de crises. Portinho era o favorito de dirigentes, que temiam o perfil de Jordy pelo que consideram a pouca capacidade dele de expandir a votação para setores além do bolsonarismo.
Flávio e Portinho se reuniram no Rio. Na segunda-feira, a ida surpresa do presidenciável ao estado causou incômodo no partido, sobretudo porque cumpriu agenda com a família Reis, poderosa em Duque de Caxias, que integra a chapa do candidato ao governo Eduardo Paes (PSD). O PL tem o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, como postulante ao Palácio Guanabara.
Eleito suplente em 2018, Portinho virou senador em 2020 após a morte de Arolde de Oliveira. Pouco conhecido do eleitorado, ganhou protagonismo em Brasília e virou líder do PL no Senado.
Ele tentava, desde o ano passado, se cacifar para a reeleição. Cláudio Castro, contudo, tinha a preferência por ser governador. A saída dele do jogo reabriu a possibilidade.
Agora, a direita do Rio precisa resolver a outra vaga para o Senado. Ocupada pelo ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), a posição ficou em xeque depois da prisão dele, que foi flagrado com um fuzil de forma ilegal durante operação da Polícia Federal que apurava um esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustível.
O PP, que compõe federação partidária com o União, tem mais nomes considerados fortes, mas prioriza a eleição de deputados federais e reluta em tirar algum puxador de votos para colocar na disputa pelo Senado. Entre eles, são considerados quadros como o vereador Leniel Borel e o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi.
BS20260714193040.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/07/14/flavio-bolsonaro-escolhe-carlos-portinho-como-candidato-ao-senado-pelo-pl-no-rio.ghtml

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