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Banco Central informa que recursos continuam disponíveis para pessoas físicas e empresas; consulta é gratuita e feita pelo Sistema de Valores a Receber

Os brasileiros ainda têm R$ 6,24 bilhões esquecidos em bancos e outras instituições financeiras, segundo dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Banco Central, referentes a maio de 2026. O número representa uma redução significativa em relação aos meses anteriores, o dinheiro continua disponível para resgate por pessoas físicas e jurídicas por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR). O último levantamento, o montante superava R$ 10 bilhões.
Do total, R$ 4,44 bilhões pertencem a 24,08 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,8 bilhão são devidos a 2,27 milhões de empresas. Desde a criação do sistema, o BC informa que já devolveu R$ 15,47 bilhões aos titulares dos recursos.
A queda no volume de recursos disponíveis ocorreu após a transferência de R$ 5,7 bilhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo utilizado para dar garantias financeiras ao programa Desenrola Brasil, do Governo Federal. A medida foi autorizada pela Lei 14.973/2024, que permitiu o repasse de valores que permaneceram sem solicitação de resgate dentro do prazo estabelecido pelo governo.
Em março, o montante de dinheiro esquecido ultrapassava R$ 10,6 bilhões. Segundo o Banco Central, pelo menos 10% dos recursos transferidos permanecem reservados para atender eventuais pedidos de devolução feitos posteriormente pelos titulares.
A utilização desses recursos pelo governo é alvo de análise do Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga se verbas fora do orçamento podem ser destinadas ao financiamento de programas federais.
Os recursos estão distribuídos entre diferentes tipos de instituições financeiras. Os bancos concentram a maior parte do saldo disponível, com R$ 2,91 bilhões.
Na sequência aparecem:
Os valores podem ter origem em contas-correntes ou poupanças encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, parcelas de empréstimos pagas em excesso, contas de pagamento encerradas, recursos de consórcios, cotas de cooperativas de crédito, contas de investimento e outros créditos que as instituições financeiras são obrigadas a devolver aos clientes.
O levantamento do Banco Central mostra que a maior parte dos beneficiários tem pouco dinheiro a receber, o que favorece com que não sejam resgatados.
A consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo Sistema de Valores a Receber, do Banco Central.
Passo a passo:
Quem não possui chave Pix poderá combinar outra forma de recebimento diretamente com a instituição financeira responsável.
O Banco Central também oferece a modalidade de resgate automático para pessoas físicas que utilizam o CPF como chave Pix. Depois de ativar a opção no sistema, eventuais novos valores identificados passarão a ser depositados automaticamente, sem necessidade de uma nova solicitação.
A funcionalidade não está disponível para empresas, contas conjuntas nem para instituições financeiras que ainda não aderiram ao sistema.
Também é possível consultar recursos em nome de pessoas falecidas. Nesses casos, o pedido deve ser feito por um herdeiro, inventariante, testamentário ou representante legal, utilizando sua própria conta Gov.br. Após a localização dos valores, é necessário entrar em contato com a instituição financeira responsável para concluir a liberação dos recursos.
(Com Agência Brasil)
BS20260714223808.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/14/brasil-tem-r-62-bilhoes-esquecidos-nos-bancos-segundo-bc-veja-como-consultar-resgate.ghtml

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