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Fundo divulgará uma atualização de seu relatório em meados de julho O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve cortar ainda mais sua projeção para o crescimento econômico global em 2022 no próximo mês, disse nesta quinta-feira (9) o porta-voz do fundo, Gerry Rice. A declaração foi dada depois que o Banco Mundial e a OCDE reduziram suas […]
Fundo divulgará uma atualização de seu relatório em meados de julho
O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve cortar ainda mais sua projeção para o crescimento econômico global em 2022 no próximo mês, disse nesta quinta-feira (9) o porta-voz do fundo, Gerry Rice.
A declaração foi dada depois que o Banco Mundial e a OCDE reduziram suas projeções. Esse seria o terceiro rebaixamento pelo FMI este ano. Em abril, o FMI já havia cortado suas estimativas para o crescimento econômico global em quase 1 ponto percentual, para 3,6% em 2022 e 2023.
Rice disse em uma entrevista regular do FMI que o cenário geral ainda é de crescimento, embora a um nível menor, mas que alguns países podem enfrentar recessão.
“Claramente, houve uma série de acontecimentos que poderiam nos levar a revisar ainda mais para baixo”, disse Rice. “Tanta coisa aconteceu e [está] acontecendo muito rapidamente desde a nossa última previsão”.
O FMI divulgará uma atualização de seu relatório Perspectivas Econômicas Mundiais em meados de julho.
O Banco Mundial reduziu na terça-feira (7) sua previsão de crescimento global em quase um terço, a 2,9%, para 2022, citando os danos pela invasão russa da Ucrânia e da pandemia da covid-19, alertando sobre o risco crescente de estagflação.
Um dia depois, a OCDE reduziu sua previsão em 1,5 ponto percentual, para 3%, embora tenha dito que a economia global deve evitar um surto de estagflação ao estilo dos anos 70.
Rice disse que a redução esperada deve-se à guerra na Ucrânia, preços voláteis de commodities, preços muito altos de alimentos e energia e uma desaceleração mais severa do que o esperado na economia chinesa, bem como o aumento das taxas de juros em várias economias avançadas. Ele não deu detalhes sobre as perspectivas da China.
Fonte: Agência Brasil

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