
Projeto High Tech Course abre inscrições para formações online gratuitas
Jovens a partir de 12 anos podem se inscrever nas áreas de inteligência artificial, programação, games e marketing digital

Com a expansão, programa passa a atender mulheres em 13 delegacias do DF, permitindo que vítimas em situação de risco saiam da unidade policial já protegidas pelas tecnologias de monitoramento da Segurança Pública
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) inaugurou, nesta sexta-feira (26), um novo espaço destinado ao atendimento humanizado de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, a Sala Lilás, que passa a funcionar no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). Durante a solenidade, foi anunciada a expansão do Programa Viva Flor, que passará a atender mulheres em mais seis delegacias do Distrito Federal, o que amplia o acesso à tecnologia de proteção e fortalece a rede de enfrentamento à violência de gênero.
A expansão leva o atendimento especializado a 8ª DP na Cidade Estrutural; 21ª DP em Taguatinga Sul; 26ª DP em Samambaia; 33ª DP em Santa Maria; 35ª DP Sobradinho; e 30ª DP em São Sebastião. O serviço já era oferecido, além das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams) I e II, na 6ª DP no Paranoá; na 16ª DP em Planaltina; na 18ª DP em Brazlândia; na 20ª DP no Gama; e na 27ª DP no Recanto das Emas. Desta forma, as vítimas de violência doméstica podem solicitar a inclusão imediata de mulheres no Programa Viva Flor durante o registro da ocorrência. Com a descentralização do atendimento, as mulheres em situação de risco deixam de depender exclusivamente das Deams para ingressar no programa e podem sair da delegacia já protegidas pelo sistema de monitoramento da SSP-DF.
A escolha das novas unidades foi baseada em estudos técnicos da pasta, que identificaram regiões com maior incidência de violência doméstica e familiar e necessidade de ampliar a capacidade de resposta do Estado.
O secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, afirmou que a inauguração da Sala Lilás e a ampliação do Programa Viva Flor representam um novo passo na qualificação do atendimento e no fortalecimento da prevenção à violência. “Temos um programa que salva vidas, mas entendemos que a tecnologia, por si só, não basta. Era preciso garantir que as mulheres fossem acolhidas com dignidade, privacidade e respeito no momento em que mais precisam do Estado. A Sala Lilás nasce com esse propósito e a expansão do Viva Flor para mais delegacias aproxima essa proteção das vítimas, permitindo que elas saiam da unidade policial já amparadas. São avanços construídos a partir da escuta das mulheres e do compromisso permanente de aperfeiçoar as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher”.
A secretária da Mulher, Jackeline Aguiar, ressaltou que as medidas reforçam a atuação integrada da rede de proteção. “A proteção das mulheres se fortalece quando as instituições atuam de forma integrada. A Sala Lilás e a expansão do Viva Flor representam esse compromisso conjunto de oferecer acolhimento humanizado, resposta rápida e políticas públicas cada vez mais acessíveis para quem mais precisa da atuação do Estado.”
Representando a governadora Celina Leão, a ex-comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Habka, que atualmente é assessora especial da Governadoria, ressaltou que a integração entre os órgãos têm ampliado a capacidade de proteção do Estado. “A inauguração da Sala Lilás e a expansão do Viva Flor demonstram que a proteção das mulheres exige firmeza, mas também humanidade, acolhimento e trabalho integrado. São políticas públicas que fortalecem a atuação do Estado e fazem a diferença na vida de quem mais precisa.”
“Era preciso garantir que as mulheres fossem acolhidas com dignidade, privacidade e respeito no momento em que mais precisam do Estado. A Sala Lilás nasce com esse propósito e a expansão do Viva Flor para mais delegacias aproxima essa proteção das vítimas, permitindo que elas saiam da unidade policial já amparadas”Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública do DF
Já o comandante-geral da PMDF, Rômulo Palhares, destacou a importância da atuação integrada entre as instituições e da participação da sociedade no enfrentamento à violência de gênero. “O enfrentamento à violência contra a mulher é um compromisso permanente da Polícia Militar e de toda a rede de proteção. Seguiremos atuando com prioridade, sensibilidade e integração para garantir respostas rápidas às vítimas, fortalecendo uma política pública que depende também da participação de toda a sociedade”.
O Viva Flor é destinado às mulheres em situação de violência doméstica e familiar que possuem medidas protetivas ou são classificadas em situação de risco durante o atendimento realizado pela Polícia Civil do Distrito Federal. Após essa avaliação, a vítima é incluída no programa, que funciona por meio de um aplicativo instalado no telefone celular e utilizado como botão de emergência.
O titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra as Mulheres do Núcleo Bandeirante, juiz Ben-Hur Viza, destacou que o Viva Flor se consolidou como uma referência nacional na prevenção à violência. “O Distrito Federal tem construído políticas públicas que se tornaram referência no enfrentamento à violência contra a mulher. Quando vemos histórias como a da vítima que deu o depoimento hoje, percebemos que esse trabalho faz diferença porque salva vidas. É o resultado da atuação integrada entre o sistema de Justiça, a segurança pública e toda a rede de proteção.”
Para a defensora pública do DF, Antônia Carneiro, as medidas fortalecem ainda mais o atendimento às vítimas. “O Viva Flor é um programa que salva vidas e se tornou referência para o Distrito Federal e para o país. A inauguração da Sala Lilás representa mais um avanço dessa política pública, qualificando o acolhimento das mulheres e fortalecendo uma atuação integrada que tem produzido resultados concretos na prevenção do feminicídio.”
Uma das beneficiárias do Programa Viva Flor há quase um ano, contou que o dispositivo devolveu a tranquilidade para reconstruir a vida após anos de violência doméstica. Segundo ela, o atendimento rápido das forças de segurança foi decisivo para evitar uma tragédia. “No dia em que acionei o Viva Flor, achei que não sairia viva. A Polícia Militar chegou em questão de segundos e mudou a minha história. Hoje eu consigo sair de casa com meus filhos sabendo que, se eu precisar, o Estado estará ao meu lado. Esse programa me devolveu a segurança, a liberdade e a esperança de recomeçar.”
Ao ser acionado, o chamado recebe prioridade máxima no Ciob, possibilitando o envio imediato de equipes da Polícia Militar do Distrito Federal. “A expansão do Viva Flor significa levar proteção para mais perto de quem precisa. Hoje, a mulher já pode sair da delegacia com acesso imediato ao programa, recebendo atendimento prioritário sempre que estiver em situação de risco. É uma política pública construída em rede que salva vidas e devolve às mulheres a segurança para retomarem suas vidas”, ressaltou a secretária-executiva Institucional e de Políticas de Segurança Pública, Regilene Siqueira.
Nos casos em que o aparelho celular não seja compatível com o aplicativo, a Secretaria disponibiliza um Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP), garantindo o mesmo nível de monitoramento e prioridade no atendimento. Desde 2018, 3.276 mulheres já foram atendidas pelas tecnologias de proteção da SSP-DF. Atualmente, 2.031 mulheres permanecem vinculadas ao programa. Os resultados reforçam a efetividade da iniciativa: nenhuma mulher assistida pelo Viva Flor foi vítima de feminicídio enquanto esteve sob proteção do programa.
“Hoje eu consigo sair de casa com meus filhos sabendo que, se eu precisar, o Estado estará ao meu lado. Esse programa me devolveu a segurança, a liberdade e a esperança de recomeçar”Depoimento de beneficiária do programa Viva Flor
Também inaugurada nesta sexta-feira, a Sala Lilás passa a integrar a estrutura do Ciob como espaço permanente de acolhimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O ambiente foi planejado para oferecer atendimento reservado, humanizado e qualificado às mulheres que procuram a Secretaria de Segurança Pública para acessar políticas como o Viva Flor e o Dispositivo de Proteção à Pessoa.
A unidade funcionará 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo finais de semana e feriados, garantindo atendimento ininterrupto às mulheres em situação de vulnerabilidade. A estrutura conta com recepção, sala de atendimento individualizado para escuta qualificada, ambiente reservado para acolhimento e brinquedoteca, proporcionando maior conforto às mulheres acompanhadas de seus filhos durante o atendimento.
Além do acolhimento realizado pelas equipes da SSP-DF, a Sala Lilás também foi estruturada para ampliar o acesso aos serviços da rede de proteção, com a oferta de orientações nas áreas jurídica, psicológica e de assistência social, por meio de parcerias institucionais e Acordos de Cooperação Técnica com instituições de ensino superior.
*Com informações da SSP-DF

Jovens a partir de 12 anos podem se inscrever nas áreas de inteligência artificial, programação, games e marketing digital

Espaço ficará reservado às aves a partir desta sexta-feira (26) para proporcionar tranquilidade ao casal

Escolas, Detran, espaços culturais e repartições terão mudanças no atendimento, enquanto transporte, segurança e serviços essenciais serão mantidos

Abordagem está prevista para ocorrer neste sábado (27) e domingo (28) e vai passar por 20 pontos
