BRASÍLIA

Sesc-DF marca presença no lançamento do programa Cata Vida

13 de agosto, 2026 | Por: Sesc-DF

Iniciativa da Associação e Cooperativa Recicle a Vida busca fortalecer o trabalho de catadores autônomos e ampliar a reciclagem inclusiva; Sesc-DF mantém parceria com a cooperativa desde 2016

.

Foto: Divulgação// Sesc-DF

Como parte desse compromisso com a sustentabilidade e a inclusão produtiva, o Sesc-DF esteve presente, na quarta-feira (12), no lançamento do programa Cata Vida, promovido pela Associação e Cooperativa Recicle a Vida, com apoio estratégico do Instituto eureciclo e da Entidades Gestora Giro. A iniciativa é voltada à inclusão e valorização de catadores autônomos do Distrito Federal e está estruturada na sede da Recicle a Vida, localizada na QNM 28, em Ceilândia Norte. 

O programa busca fortalecer a atividade dos catadores autônomos, promovendo renda digna, acolhimento socioassistencial e melhores condições para o desenvolvimento do trabalho. A proposta também pretende conectar os trabalhadores a uma rede de apoio e criar mecanismos que valorizem economicamente os materiais coletados por esses profissionais. 

Atualmente, a Recicle a Vida conta com 79 catadores associados, que atuam na coleta e na segregação de materiais recicláveis. Com o Cata Vida, a intenção é ampliar esse alcance e atender também catadores autônomos que trabalham individualmente no território do Distrito Federal. 

A iniciativa pretende se tornar uma referência em reciclagem inclusiva, criando um modelo que possa ser replicado e gerar informações para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à valorização econômica e à organização territorial da atividade. 

Parceria que transforma resíduos em oportunidades 

É dentro dessa política de sustentabilidade que se consolida uma parceria de longa data entre o Sesc-DF e a Associação e Cooperativa Recicle a Vida. A relação teve início em 2023, quando a legislação já estabelecia regras específicas para os chamados grandes geradores de resíduos, aqueles que produzem mais de 120 litros de lixo por dia. 

Em vez de contratar o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) para realizar o gerenciamento dos resíduos, o Sesc-DF optou por estabelecer parceria com uma cooperativa de catadores. A escolha alia a destinação ambientalmente adequada dos materiais à geração de trabalho e renda para pessoas que encontram na atividade da reciclagem uma oportunidade de inclusão social. 

“O Sesc-DF optou, ao invés de contratar uma empresa, contratar uma cooperativa, justamente porque emprega pessoas que estão à margem da sociedade e traz dignidade e renda para essas famílias, essas pessoas”, explica Roger Lopes, analista de Suporte à Gestão em Sustentabilidade do Sesc-DF. 

Atualmente, a parceria é responsável pelo gerenciamento de mais de 500 toneladas de resíduos por ano.  

Para a presidente da cooperativa Recicle a Vida, Cláudia Maria Alves, o relacionamento com o Sesc-DF vai além da prestação de um serviço. “Graças a Deus que o Sesc é um parceiro forte, um parceiro comprometido com a cooperativa, com a sustentabilidade, com o meio ambiente”, afirma. 

Roger Lopes ressalta que a parceria contribui simultaneamente para a adequação ambiental da instituição e para a transformação social. “Essa parceria com a Recicle a Vida o traz  oportunidade de estar transformando a sociedade a partir de algo que simplesmente seria um incômodo, que são os resíduos quando eles não são tratados de maneira adequada”, afirma. 

Compromisso do Sesc-DF com a Sustentabilidade 

O compromisso com a sustentabilidade faz parte das ações desenvolvidas pelo Sesc-DF em suas unidades e projetos. Atualmente, 100% das unidades da instituição contam com coleta seletiva, com a separação dos resíduos em três categorias: orgânicos, recicláveis e indiferenciados. A iniciativa contribui para ampliar o reaproveitamento de materiais, reduzir o volume destinado aos aterros sanitários e fortalecer práticas alinhadas à economia circular. 

Os materiais recicláveis coletados nas unidades são encaminhados ao galpão de processamento, onde passam por separação e seleção para retornar à cadeia produtiva. Já os resíduos orgânicos são destinados à compostagem e transformados em adubo, posteriormente direcionado a instituições que utilizam o material na produção de alimentos. Somente os resíduos que não podem ser reciclados ou compostados seguem para o aterro sanitário. 

A estratégia também gera impactos econômicos para a instituição. São mais de R$ 70 mil preservados, uma vez que os custos de destinação variam de acordo com o tipo de resíduo. Conforme explica Roger, o Sesc-DF paga atualmente cerca de R$ 0,70 por quilo destinado à reciclagem, R$ 0,68 por quilo para a compostagem e R$ 1,18 por quilo para o aterro sanitário. “Por isso que é a importância de separar adequadamente o orgânico do reciclável e diminuir a quantidade de rejeito que vai para o aterro”, destaca Roger Lopes. 

Artigos Relacionados