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Em entrevista à CNN, ministro do STF também caracterizou a reversão da inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como ‘muito difícil’
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal ( STF), afirmou nesta segunda-feira que não há clima no Brasil para anistiar os presos do 8 de janeiro. Segundo o magistrado, pesa contra os investigados a gravidade dos fatos.
— É natural que haja esse tipo de dialogo retórico e político (pela anistia). Não acredito que haja clima no Brasil para um debate sobre amnistia diante da gravidade dos fatos que ocorreram — disse em entrevista à CNN Portugal.
Gilmar Mendes também foi questionado sobre a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que sofreu duas condenações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado. Na avaliação do ministro, uma reversão no STF seria “muito difícil”.
— Acho muito difícil. Vamos aguardar a deliberação do tribunal, mas tudo tende a manter a decisão que já foi tomada. Essa tem sido a rotina em casos semelhantes.
Na entrevista, o ministro ainda criticou a operação Lava-Jato e atuação do ex-juiz federal e hoje senador, Sergio Moro (União Brasil). Gilmar afirma que Moro “gostava muito de dinheiro”.
— No Brasil a gente inventou uma forma de combate à corrupção, mas os combatentes gostavam também muito de dinheiro. No caso de Sergio Moro e seus colegas que inventaram essas fundações e buscaram se apropriar como se estivessem remunerando-se pelo fato de terem combatido a corrupção, isso foi extremamente negativo.
O ministro do STF deu entrevista à CNN Portugal durante sua passagem pelo país. Até sexta-feira (28), ele participa do 12º Fórum Jurídico de Lisboa.

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