Evento objetiva ressaltar importância da central, que é campeã de vendas do fruto no País. Expectativa é que Safra 2021/2022 bata recorde de vendas. Programação inclui descerramento de placa e atrações culturais

A Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa Goiás) realiza, na quinta feira (25), às 10h, a abertura oficial da I Festa do Pequi. O evento, na sede da empresa na BR-153, Km 5,5, tem como objetivo ressaltar a importância da central em relação ao pequi. O entreposto de Goiânia é o responsável pela comercialização do maior volume do fruto no País.

Safra 2021/2022 na Ceasa Goiás caminha para ser uma das melhores dos últimos anos. Entreposto recebe quase toda a produção nacional do fruto (Foto: Vasconcelos Neto)

A programação do evento prevê o descerramento de placa, celebrando o feito, apresentações artísticas, com folia de reis da cidade de Petrolina e Orquestra de Violeiros de Goiás, além da distribuição de milhares de refeições, tendo como base a iguaria do Cerrado. A organização do evento teve o apoio da Emater e da Goiás Turismo, sendo que estão previstas, ainda, na programação, entrevistas na Rádio Ceasa e a distribuição de mudas de pequi por parte da empresa de extensão rural.

Para o presidente da Ceasa/GO, Lineu Olimpio, o objetivo é deixar registrado para os anais da empresa e para toda a sociedade a importância da central no comércio pequizeiro. Ele acrescentou que faz parte das premissas do governador Ronaldo Caiado a valorização da cultura e da tradição goianas, além do fortalecimento institucional, o que realmente alavancou a realização da festa.

Pequi de todas as origens

Minas Gerais e Goiás são os dois maiores produtores de pequi no País, porém, se o assunto é venda e recebimento do produto, a Ceasa Goiás assume a liderança, sendo que no Estado, na safra 2020/2021, foram produzidas 2.039,7440 toneladas. No entanto, o montante que chegou à Ceasa para vendas foi 6.229.8560, ou seja, volume bem maior que o extraído no Estado, o que evidencia a soberania da central em relação à venda do fruto. As vendas da última safra representaram um aporte financeiro de mais de R$ 7 milhões. Na safra 2021/2022, que começou em setembro e segue até março, já são 5.187 toneladas, o que cria a expectativa de que o pequi, dessa vez, deve bater recorde de vendas. O total negociado também já praticamente atingiu o teto anterior, estando na casa de R$ 7,5 milhões.

Na Ceasa Goiás, o pequi começa a chegar em setembro, com a remessa do Tocantins, que representa cerca de 30% de tudo que entra do produto no entreposto goiano. O pequi tocantinense mantém a demanda até meados de outubro, quando dá entrada na companhia, as primeiras cargas da produção goiana, vinda do Norte, de cidades como Porangatu, Crixás e Santa Tereza. O pequi de Minas Gerais pode ser encontrado na Ceasa/GO em dezembro, e é o responsável pela comercialização até janeiro. Com menos expressividade, o pequi matogrossense pode ser encontrado no mercado em meados do mês de novembro.

É o fruto originário do Noroeste goiano, às margens do Rio Araguaia, que é considerado o “filé mignon” dos pequis na Ceasa/GO, por apresentar caroços maiores, mais ricos em polpa e sabor. Quando a produção de São Miguel do Araguaia chega à Ceasa/GO e feiras, ela apresenta preço mais elevado, justamente por representar o que de melhor se produz em relação ao fruto.

Ouro também no lixo

Na Ceasa, os vendedores de pequi ficam concentrados no GNPC-2, mais conhecido como Pedra 2. Para a recepção dos frutos, é montado todo um esquema especial de limpeza no entreposto. É que, no tempo do pequi, o quantitativo do lixo produzido na Ceasa praticamente dobra, devido às cascas do fruto. Para se ter uma ideia, em um caminhão carregado com 20 toneladas de pequi, 15 toneladas são de cascas, ou seja, de lixo.

Durante a estação pequizeira, a Pedra 2 se torna fonte de preocupação justamente pela grande quantidade de lixo acumulado.

Pensando no aproveitamento desses resíduos, a Ceasa/GO e a Agência Goiana de Gás Canalizado (Goiásgás) encomendaram estudo sobre o potencial de se produzir biogás e gás metano, a serem utilizados como geradores de energia elétrica e como combustível veicular, a partir das cascas e caroços descartados de pequi. O responsável pela pesquisa foi o Centro de Inteligência em Energia Renovadas (Cibiogas), de Foz do Iguaçu-PR, para onde amostras de resíduos foram enviadas.

O estudo não poderia ter sido mais otimista e determinou um potencial de aproveitamento da ordem de 49%. Só para comparar, o produto com maior desempenho nessa transformação, no caso a gordura vegetal, tem percentual de 70%. Isso deixou os técnicos muito satisfeitos. De posse do laudo do estudo, entregue no dia 16 de novembro, a Ceasa pensará em projetos para resolver a questão do lixo e, de quebra, gerar energia sustentável na central goiana.

I Festa do Pequi Ceasa/GO

Local: Ceasa/GO (BR-153, Km 5,5, Jardim Guanabara

Data: 25/11/2021

Hora: 10h

Fonte: Ceasa – Governo de Goiás

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