
Programa Desenrola atinge a marca de 17 mil negociações em pouco mais de um mês
Valor médio sacado é de R$ 604,73, segundo o Ministério do Trabalho

Sebrae alerta que abordagens dos criminosos simulam comunicações oficiais da Receita Federal, de cartórios e até da própria entidade

Microempreendedores individuais (MEIs) têm sido alvo de golpistas que enviam falsas cobranças e ameaçam o cancelamento do CNPJ. O alerta é do Sebrae, que informa que as abordagens dos criminosos simulam comunicações oficiais da Receita Federal, de cartórios e até da própria entidade.
De acordo com o Sebrae, os golpistas têm utilizado canais digitais para enviar cobranças falsas para esse grupo, explorando o senso de urgência, o uso de termos jurídicos complexos e até a pressão psicológica.
Como resultado, em muitos casos, ao receber uma mensagem informando que a empresa está “irregular” ou prestes a ser “protestada”, a vítima realiza o pagamento sem verificar a autenticidade da cobrança.
Além disso, o Sebrae lembra que o MEI possui apenas uma obrigação financeira mensal: o pagamento do DAS-MEI. O valor é fixo e varia de acordo com a atividade exercida (comércio, indústria ou serviços). A guia deve ser emitida pelo próprio empreendedor nos canais oficiais, e nunca por meio de boletos enviados por terceiros.
Denúncias reunidas pelo Sebrae mostram que, apesar de as abordagens variarem, os criminosos costumam utilizar três táticas principais. Confira quais são:
Falso boleto de associação comercial ou sindicato
Golpistas enviam correspondências ou e-mails cobrando valores que costumam variar entre R$ 50 e R$ 150, emitida por supostas entidades com nomes que remetem a órgãos oficiais, como “Associação Comercial do Brasil” ou “União de Microempreendedores”. O Sebrae esclarece que o MEI não é obrigado a se filiar a sindicatos ou associações.
Ameaça de protesto em cartório e guia DAS clonada
Golpistas enviam mensagens por SMS, WhatsApp ou e-mail alertando sobre supostas pendências, como “dívida ativa” ou “notificação extrajudicial”, com links para pagamento via Pix ou boleto. Esses links costumam direcionar para sites falsos que imitam o Portal do Empreendedor e geram guias DAS clonadas. O Sebrae ressalta que nem a Receita Federal nem a entidade enviam cobranças ou guias de pagamento por por canais de mensagem.
Cobrança por formalização ou alteração de cadastro
Muitos empreendedores caem em golpes durante o processo de formalização do negócio. Ao buscar informações sobre como abrir um MEI, acabam acessando anúncios patrocinados queque aparentam ser páginas oficiais do governo. Os sites, porém, pertencem a empresas privadas que cobram pela realização do serviço. O Sebrae lembra que a abertura, a alteração de dados cadastrais e a baixa do MEI são procedimentos totalmente gratuitos quando realizados diretamente pelos canais oficiais do governo.
Como evitar cair em armadilhas
Desconfie da urgência: Golpistas sempre exigem pressa (“pague hoje para não ter o CNPJ cancelado”). Órgãos oficiais dão prazos amplos de defesa.
Atenção ao endereço do site (URL): Portais do governo federal sempre terminam com a extensão.gov.br (como em gov.br/mei). Desconfie de finais como.com, .org ou .net.
Confira o beneficiário antes de pagar: Ao ler o código de barras de um boleto ou a chave Pix, verifique quem receberá o dinheiro. O destinatário final das obrigações fiscais deve ser a Secretaria da Receita Federal do Brasil ou o Simples Nacional, nunca o nome de uma pessoa física ou de uma empresa terceirizada desconhecida.
Ignore links em mensagens: Não clique em links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mails de remetentes desconhecidos.
BS20260617162001.1 – https://extra.globo.com/economia/noticia/2026/06/golpistas-miram-meis-com-falsas-cobrancas-veja-como-identificar-e-se-proteger-das-fraudes.ghtml

Valor médio sacado é de R$ 604,73, segundo o Ministério do Trabalho

Governo se posicionou contrário a pauta-bomba aprovada no Senado na semana passada, com impacto previsto de R$ 140 bilhões em dez anos

Presidente afirmou que a inteligência artificial pode aprofundar assimetrias globais e apresentou sistema brasileiro de pagamentos como exemplo de infraestrutura digital pública

Usuário, agora, poderá definir qual é o limite de valor para transação. Até então, BC fixava teto de R$ 500 para modalidade. Mudança não vale para iPhone
