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Continuam vigentes a subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina, de R$ 1,12 por litro do diesel e de R$ 11 por botijão de 13 quilos do gás de cozinha

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve monitorar o mercado de petróleo até o fim do mês para decidir sobre a reversão dos subsídios incidentes sobre a gasolina diante da volatilidade causada pela retomada do conflito no Oriente Médio. A suspensão do cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, que vigorou por algumas semanas, também deve levar o governo a fazer uma retirada mais gradativa quando as condições permitirem.
Durante a vigência do cessar-fogo, a cotação do petróleo voltou à casa de US$ 70, nível similar ao período pré-guerra e o governo iniciou a reversão das subvenções que estavam em vigor com a retirada do subsídio de R$ 0,35 por litro do diesel, com custo de R$ 1,7 bilhão por mês. A ideia era reverter os demais nas semanas seguintes, mas, nesse meio tempo, Irã e Estados Unidos voltaram a se atacar e a reação inicial foi adotar a cautela antes de qualquer nova decisão.
Continuam vigentes a subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina, de R$ 1,12 por litro do diesel e de R$ 11 por botijão de 13 quilos do gás de cozinha. O governo mantém também a desoneração do PIS/Cofins sobre o biodiesel e o querosene de aviação. Da mesma forma, ainda está em vigor o imposto de exportação sobre o petróleo bruto e o diesel, criado para evitar a venda para o exterior dos combustíveis subsidiados.
A cotação atual do petróleo, ao redor de US$ 80, não é considerado um grande problema por um integrante da equipe econômica. Se o preço se estabilizar nesse nível ou cair um pouco abaixo até o final do mês, o governo deve conseguir começar a reverter os demais subsídios para ficar compatível com a realidade do mercado internacional.
O aprendizado após o curto cessar-fogo deve induzir o governo a ser mais cauteloso na retirada, fazendo movimentos gradativos, de modo a evitar qualquer vaivém nos preços domésticos em virtude de uma possível volatilidade global.
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, a secretária de Política Econômica da Fazenda, Débora Freire, reforçou que o momento agora é de “parar e observar” diante da incerteza sobre a guerra e o preço do petróleo no mercado internacional.
— Ainda estamos em um momento de esperar uma maior clareza sobre o cenário para reavaliar. Temos todo o interesse de retirar as medidas assim que o cenário for de um pouco mais de certeza quanto ao comportamento do preço do Brent. Não temos uma data, mas estamos em um período de intensa vigilância e monitoramento para tomar as decisões mais contemporâneas possíveis e mais acertadas possíveis.
BS20260716070052.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/16/governo-deve-esperar-ate-o-fim-de-julho-para-decidir-sobre-reversao-de-subvencao-da-gasolina.ghtml

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