ECONOMIA

Governo tem déficit de R$ 92,2 bi no primeiro semestre, oito vezes maior que em 2025

30 de julho, 2026 | Por: Agência O Globo

Meta fiscal deste ano é de superávit entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões

Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília — Foto: Edu Andrade/MF

As contas do governo central, que englobam Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, fecharam o primeiro semestre do ano com um déficit primário de R$ 92,2 bilhões, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Fazenda. O resultado é mais de oito vezes superior ao déficit registrado no primeiro semestre de 2025, de R$ 11,2 bilhões.

Os dados do setor público consolidado levam em conta os resultados fiscais de União, estados, municípios e empresas estatais (exceto setor financeiro e Petrobras).

O déficit acontece quando as despesas do governo são maiores que suas receitas com tributos e impostos. O mesmo acontece nos casos das empresas estatais, mas com suas receitas de serviços e produto

Em junho o déficit foi de R$ 48,1 bilhões. Houve uma piora em relação a junho do ano passado, quando foi registrado um déficit de R$ 44,2 bilhões, valor corrigido pela inflação.

Os resultados das contas do governo são importantes para o cumprimento da meta fiscal, que neste ano é de um superávit fiscal de 0,5% do PIB, equivalente a R$ 73,2 bilhões, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões.

Na última sexta-feira o governo revisou a projeção para o resultado primário do governo, de um superávit de R$ 4,1 bilhões para um resultado positivo de R$ 10,8 bilhões, já abatendo as exceções da meta. Ao se considerar as despesas deduzidas da meta, o resultado fiac em déficit de R$ 52 bilhões.

No primeiro semestre deste ano, a despesa total do governo teve uma alta de R$ 149,2 bilhões (12,3%) na comparação com o mesmo período de 2025. Os aumentos foram registrados principalmente em:

Benefícios Previdenciários- aumento de R$ 44,8 bilhões

Pessoal e Encargos Sociais- aumento de R$ 20,5 bilhões

Créditos Extraordinários- aumento de R$ 5,1 bilhões

Sentenças Judiciais e Precatórios – aumento de R$ 35,6 bilhões

Despesas discricionárias- aumento de R$ 41,9 bilhões


BS20260730175436.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/30/governo-tem-deficit-de-r-922-bi-no-primeiro-semestre-oito-vezes-maior-que-em-2025.ghtml

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