
Mega-Sena acumula mais uma vez, e prêmio sobe para R$ 200 milhões
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Operação foi anunciada hoje e ainda deve ser analisado pelo Cade

O iFood deve desembolsar R$ 1 bilhão na compra da Caju, startup de tecnologia para benefícios corporativos. O valor da operação foi confirmado ao GLOBO por pessoas próximas à companhia. A operação reforça a aposta da plataforma de entregas no mercado de vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR), que movimenta R$ 150 bilhões por ano no país.
O acordo entre as empresas foi assinado nesta terça-feira, e une dois dos principais nomes do segmento de benefícios flexíveis num momento de mudanças nas regras do setor.
A partir do mês que vem, cartões de VA e VR deverão ser aceitos em qualquer maquininha. A chamada interoperabilidade faz parte de um conjunto de novas regras estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em portaria publicada em novembro do ano passado que alterou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
Em comunicado, o iFood afirmou que a aquisição da Caju “deve acelerar ainda mais as mudanças no setor”.
O iFood Benefícios atende 1,7 milhão de usuários, vinculados a 65 mil empresas, enquanto a Caju tem mais de 70 mil clientes corporativos e 1,3 milhão de trabalhadores em sua base. Em relação à rede credenciada, o iFood Benefícios conta com 11 milhões de estabelecimentos físicos que aceitam seus cartões, além de 500 mil locais disponíveis dentro do próprio aplicativo. Já a Caju tem uma rede de 12 milhões de estabelecimentos que aceitam seus cartões.
O acordo foi comunicado para o Cade hoje e será também enviado ao Banco Central para avaliação. Até a conclusão das aprovações regulatórias, o iFood Benefícios e a Caju continuam operando de forma independente, sem impacto para clientes, colaboradores e parceiros.
O aquisição da Caju é parte dos investimentos de R$ 24 bilhões que o iFood faz até março de 2027, um aumento de 40% em relação aos R$ 17 bilhões investidos no ciclo anterior. Os aportes incluem ainda expansão nas entregas Turbo, em até 20 minutos, e a criação de um serviço para levar o cliente presencialmente para o restaurante.
A aquisição pelo iFood reforça a aposta da companhia no mercado de benefícios. No ano passado, informações de fontes da Bloomberg davam conta de que a empresa demonstrou interesse em diversas companhias do setor, incluindo a Ticket, unidade local da francesa Edenred. As empresas negaram negociações.
Depois, circulou no mercado de que o alvo era a Alelo, operada pela EloPar, controlada por Bradesco e Banco do Brasil. O Bradesco disse que a informação não procedia, enquanto o iFood afirmou que “não comenta especulações”.
Outras empresas também apostam no setor. Em setembro, o banco C6, que tem como sócio o americano JPMorganChase, anunciou a compra da startup de benefícios corporativos Alymente.
BS20261020212803.1 – https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2026/10/20/ifood-paga-r-1-bilhao-por-caju-e-aumenta-aposta-no-mercado-de-beneficios-corporativos.ghtml

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