ECONOMIA

Indústria diz que tarifaço dos EUA prejudica competitividade brasileira e ameaça exportações

16 de julho, 2026 | Por: Agência O Globo

CNI diz que 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado americano no primeiro semestre

O presidente da CNI, Ricardo Alban — Foto: @cnibr / Instagram

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma acompanhar com preocupação o anúncio sobre nova tarifa de 25%, confirmada na noite desta quarta-feira pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A indústria diz que a sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações nacionais e amplia a insegurança para empresas dos dois países.

Segundo a CNI, os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado americano no primeiro semestre.

“Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban, em nota.

Os efeitos das tarifas em vigor desde 2025 também já aparecem nas exportações dos estados brasileiros. No primeiro semestre deste ano, 20 das 27 unidades da federação registraram queda nas vendas para os Estados Unidos em comparação com o mesmo período de 2025.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) disse que a medida dos EUA cria uma diferença relevante em relação a fornecedores de outros países que disputam os mesmos compradores. O impacto efetivo dependerá dos produtos alcançados, da classificação tarifária de cada mercadoria e do tratamento concedido aos concorrentes internacionais.

“Entre as possíveis consequências estão a substituição de fornecedores brasileiros, a pressão pela redução de preços e margens e a renegociação de contratos, prazos e condições comerciais”, diz a nota.

“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirma Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da FIEMG.


BS20260716032134.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/16/industria-diz-que-tarifaco-dos-eua-agrava-prejudica-competitividade-brasileira-e-ameaca-exportacoes.ghtml

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