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Juliette relembra assassinato de amiga e faz alerta sobre violência a mulheres: ‘Não basta condenar’

21 de julho, 2026 | Por: Agência O Globo

Enfermeira foi morta, em 2017, com 34 facadas pelo namorado, em casa; caso ganha desfecho na Justiça com sentença de 31 anos de prisão

A ex-BBB Juliette relembra assassinato de amiga com 34 facadas pelo namorado — Foto: Reprodução/Instagram

A ex-BBB Juliette voltou a falar sobre o assassinato da amiga Clarissa Costa Gomes após a Justiça condenar o réu pelo crime a 31 anos e quatro meses de prisão. A decisão foi divulgada nesta semana e encerra o julgamento do caso que chocou o Ceará e ganhou repercussão nacional.

Clarissa, que era enfermeira neonatal, foi assassinada dentro da própria casa, em Fortaleza, em 2017. Segundo a investigação, ela foi morta com 34 golpes de faca pelo então namorado, o técnico em gestão ambiental Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, que não aceitava o fim do relacionamento. O homem foi preso após o crime e respondeu por feminicídio.

Nas redes sociais, Juliette afirmou que a condenação representa um passo importante, mas insuficiente para enfrentar a violência contra as mulheres. “O caso de Clarissa acabou, mas a cada palavra misógina, outros começam. E não basta condenar quem está morto e nem educar quem está morto. É preciso não tolerar tudo aquilo que ensina, justifica e alimenta essa violência, antes que ela encontre as mãos do próximo assassino”, ressaltou.

A cantora também destacou que a história de Clarissa não pode ser esquecida e fez um apelo para que a sociedade se mobilize diante de comportamentos abusivos.

Juliette chamou atenção para uma declaração dada pelo homem durante o processo judicial. Questionado se o relacionamento era tóxico, o criminoso respondeu que era nocivo “apenas com palavras”. A ex-BBB realçou o fato de discursos acabarem acabarem antecipando ações de extrema violência. “A palavra que desacredita, que controla, que diminui, mas também aquelas palavras sutis, mascaradas de liberdade de expressão, vão legitimando a misoginia e o ódio às mulheres”, disse.

A morte de Clarissa provocou forte comoção. À época, Juliette publicou um vídeo emocionado contando que conhecia a enfermeira havia muitos anos e descreveu a amiga como uma jovem “estudiosa, educada, doce” e dedicada ao cuidado de recém-nascidos.



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