ECONOMIA

Lula e Alcolumbre têm primeiro encontro público após reaproximação em visita à operação da Petrobras na Margem Equatorial

17 de agosto, 2026 | Por: Agência O Globo

Senador foi um dos principais defensores junto a Petrobras dos estudos de exploração de petróleo na região

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, participa da abertura 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estarão juntos no litoral do Amapá nesta segunda-feira em visita a um navio-sonda da Petrobras que trabalha na exploração de petróleo na Margem Equatorial. Na última sexta-feira, a estatal anunciou que encontrou sinais de petróleo e gás em um poço perfurado na região.

Alcolumbre foi um dos principais defensores junto a Petrobras dos estudos de exploração de petróleo na região. Ainda na sexta-feira, o senador comemorou a descoberta, após receber a informação da estatal, Magda Chambriard: “Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil”, escreveu.

Trata-se da primeira aparição pública de Lula e Alcolumbre após meses de afastamento após a derrota imposta pelo Senado ao indicado pelo presidente ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, no final de abril. Lula e Alcolumbre tiveram três encontros nos últimos dias, que marcaram início de um processo de reaproximação. O primeiro ocorreu na casa do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e os últimos últimos, na semana passada, no Palácio da Alvorada.

O material foi encontrado no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A perfuração, no entanto, ainda está em andamento. Agora, a empresa precisa avaliar quanto de petróleo existe no local e se a exploração poderá ser feita em escala comercial.

A descoberta é considerada importante porque a Margem Equatorial é uma das principais apostas da Petrobras para encontrar novas reservas. A área se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e ganhou atenção depois de descobertas de petróleo na Guiana e no Suriname, países vizinhos.

A exploração na região, porém, é alvo de discussão há anos por conta dos possíveis impactos ambientais. A Petrobras esperou mais de uma década pela autorização para perfurar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas. O Ibama concedeu a licença em outubro do ano passado, depois de exigir uma série de medidas de proteção ambiental e de resposta a eventuais acidentes.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou após o anúncio da descoberta que o resultado reforça a aposta da companhia na Margem Equatorial. A estatal também pretende perfurar outros três poços na região, mas ainda depende de novas autorizações.

— Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país — disse Chambriard.

A Petrobras vê a abertura de novas áreas de exploração como necessária para compensar, no futuro, uma possível queda da produção do pré-sal. Hoje, essa região concentra a maior parte das reservas de petróleo do país.


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