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Executivo irá priorizar aprovação da PEC da Segurança, medida provisória do fim das bets e a PEC da tarifa zero do transporte público

O ministro da Relação Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo não está discutindo um ajuste fiscal e que o tema não está entre as prioridades do Executivo no Congresso até o final deste ano. A fala contraria a posição do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou nesta terça-feira que o Executivo já tem uma série de medidas fiscais prontas, mas sem entrar em detalhes.
Em encontro da bancada do PT na Câmara dos Deputados em Brasília, Guimarães pontuou que vai focar nas próximas semanas na aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, a medida provisória do fim das bets e a PEC da tarifa zero do transporte público para o final de semana.
— Esse assunto não foi discutido e nem está sendo discutido e muito menos aqui na bancada — disse o ministro nesta terça-feira — Não foi discutido no governo, não — afirmou.
Na segunda-feira, Durigan afirmou que o governo Lula vai buscar a estabilidade, trabalhar a política fiscal mirando o centro da meta de resultado primário e avançará em revisão de despesas obrigatórias e não prorrogação de parte das medidas parafiscais tomadas ao longo do ano.
— Nós vamos adotar as medidas necessárias para estabilizar a situação financeira do país, inclusive dívida, juros, câmbio a médio e longo prazo. Nós vamos aumentar o tamanho do superávit primário. Nós vamos trabalhar para estabilizar a dívida pública, para coordenar com o Banco Central e, na medida da autonomia do Banco Central, permitir baixar a taxa de juros — disse. — No lado da despesa, nós vamos seguir fazendo revisão de gasto, controle de gasto obrigatório e (não continuaremos com) parte das despesas financeiras feitas — completou o ministro.
Desde a campanha, Lula vem sendo cobrado por garantias de um ajuste fiscal nas contas do quarto mandato. Na corrida eleitoral, o petista não detalhou nenhuma medida, mas se comprometeu em manter os gastos públicos equilibrados. Na segunda-feira, após vitória de virada de Lula, o mercado reagiu negativamente à reeleição do presidente. O dólar encerrou o dia em alta de 8,2%, aos R$ 5,40, e a Bolsa caiu 13,88%, aos 176.608 pontos, na maior desvalorização diária desde março de 2020.
A disparada do dólar e a forte queda da Bolsa levaram ao acionamento do mecanismo conhecido como circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de oscilações bruscas do mercado, a fim de permitir que os investidores reavaliem suas estratégias.
Após a tensão do mercado, Lula se reuniu no começo da noite desta segunda-feira no Palácio da Alvorada com os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento, Bruno Moretti.
BS20261027173450.1 – https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/10/27/ministro-da-articulacao-politica-diz-que-governo-nao-discute-ajuste-fiscal.ghtml

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