
Inquérito das fake news, ‘resposta rigorosa’ e reforma do Judiciário: os recados de Lula e Fachin sobre a crise no STF
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Despacho de uma página não detalha quais os dados mencionados pelo ministro; documento foi assinado após Mendonça tornar público o relatório da PF que mostra mensagens de Vorcaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Polícia Federal entregasse relatórios que tivessem citação a integrantes da Corte em razão do que chamou de “diversas informações sobre condutas de autoridades tendentes a afastar a independência” dos magistrados.
O despacho de uma página, no entanto, não detalha quais as “diversas informações” mencionadas pelo ministro do STF. O documento foi assinado após o ministro André Mendonça, relator do caso Master, tornar público o relatório da PF que mostra mensagens de Daniel Vorcaro a Moraes.
A ordem foi entregue ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, na terça-feira. No dia seguinte, às 14h58, foram entregues no STF, em cópia física, seis relatórios de inteligência produzidos entre os dias 3 e 31 de agosto.
Na quinta, ao determinar a remessa dos relatórios à presidência do STF, Moraes citou “notícias da existência de relatórios de inteligência envolvendo eventuais atos criminosos tendentes a direcionar a produção de provas para a falsa imputação de crime” em relação a ministros.
O despacho de uma página, no entanto, não detalha quais as “diversas informações” mencionadas pelo ministro do STF. O documento foi assinado após o ministro André Mendonça, relator do caso Master, tornar público o relatório da PF que mostra mensagens de Daniel Vorcaro a Moraes. Um dia antes, Mendonça pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o relatório da PF.
A ordem foi entregue ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, na terça-feira. No dia seguinte, às 14h58, foram entregues no STF, em cópia física, seis relatórios de inteligência produzidos entre os dias 3 e 31 de agosto. O horário da entrega coincidiu com o da primeira sessão plenária do STF após a instalação da mais recente crise da Corte.
Ao todo, a PF enviou seis relatórios de inteligência, o que aconteceu depois de Vorcaro ter prestado depoimento a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça e ter afirmado que mantinha uma relação “cordial” com Rodrigues e poderia citar essa relação em uma eventual retomada do acordo de colaboração premiada.
Já nesta quinta, ao determinar a remessa dos relatórios à presidência do STF, Moraes citou “notícias da existência de relatórios de inteligência envolvendo eventuais atos criminosos tendentes a direcionar a produção de provas para a falsa imputação de crime” em relação a ministros. Neste documento Moraes também não especificou as “notícias” às quais se referia.
Agora, todos os relatórios foram remetidos ao gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. O ministro reuniu, em um mesmo procedimento, tanto o relatório elaborado por ordem de Mendonça como o conjunto de documentos requisitados por Moraes. Além disso, Fachin determinou que os ministros e a PGR se manifestem sobre ambos os casos.
No entanto, os prazos abertos para manifestação devem empurrar a análise sobre a crise na Corte para perto do primeiro turno das eleições. Na semana que vem, há a expectativa da entrega dos pareceres sobre o documento que mostra mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. Já o prazo para o parecer de Mendonça, a respeito das imputações feitas por Moraes, só vai terminar na semana seguinte, pouco mais de 15 dias antes do pleito.
Na decisão que mandou para Fachin os relatórios da PF sobre Mendonça, Moraes afirmou haver “fortes indícios” da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade pelo colega. Os documentos listam supostas irregularidades cometidas por Mendonça na condução das investigações Compliance Zero, que apura fraude ao sistema financeiros, a Sem Desconto, sobre desvios ilegais de aposentadorias.
Já o relatório tornado público por Mendonça aponta a suspeita de que Vorcaro apelou a Moraes , no auge da crise da instituição financeira, para se livrar do cerco de autoridades. Durante um período de 13 dias, mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram que ele pediu a intervenção do magistrado para impedir a liquidação do banco e o avanço das investigações. Nas conversas, Vorcaro faz apelos para “sensibilizar” autoridades e pergunta sobre como deveria proceder para “desarmar” e “reverter” a situação.
BS20260904174353.1 – https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/09/04/moraes-citou-diversas-informacoes-para-justificar-acesso-a-todos-relatorios-da-pf-com-mencoes-a-ministros-do-stf.ghtml

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